Porta-voz da maioria condiciona o diálogo a que o Hisbolá renuncie às armas

Beirute, 12 mai (EFE).- O ex-presidente libanês Amin Gemayel, porta-voz da maioria parlamentar, condicionou hoje o diálogo no Líbano a que o grupo xiita Hisbolá se comprometa a não voltar a recorrer às armas para resolver os problemas do país.

EFE |

"Insistimos em que, para que haja um diálogo, deve haver um compromisso claro e inequívoco de Hassan Nasrallah (dirigente do Hisbolá) diante do povo libanês, árabe e islâmico, e diante da Síria, da Arábia Saudita e da opinião pública mundial de não usar mais as armas para resolver assuntos internos", disse Gemayel.

Em entrevista coletiva, o dirigente cristão maronita disse que querem esse compromisso do Hisbolá para acabar com a situação atual.

"Que significa o diálogo sob a sombra da pistola?", perguntou Gemayel, acrescentando que, enquanto houver enfrentamentos, qualquer negociação será fútil e não trará nenhum resultado.

Para o porta-voz da maioria parlamentar libanesa, a tomada das ruas de Beirute por militantes do Hisbolá faz parte de uma tentativa do movimento xiita de acabar com o "status quo" político atual, no qual não se sentem suficientemente representados.

O ex-presidente destacou que pelo menos 100 pessoas morreram desde o início da crise atual, na quarta-feira passada, mas a Polícia diminuiu este número pela metade. EFE ks/an

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