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Porta-bandeira, Scheidt busca energia positiva

O velejador brasileiro Robert Scheidt desembarcou em Pequim para carregar a bandeira do Brasil nesta sexta-feira, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008. Medalha de ouro em Atenas-2004 e Atlanta-1996 e prata em Sydney-2000 pela classe Laser, Scheidt se diz honrado por desfilar à frente da delegação brasileira.

BBC Brasil |

"Acho que é um dia que eu vou lembrar para o resto da minha vida", afirmou o velejador.

Veterano em Olimpíadas, Robert Scheidt lembra que também participou da festa de abertura nas outras três vezes em que esteve nos Jogos Olímpicos.

"São momentos em que você acumula muita energia positiva, você sente a grandiosidade dos Jogos Olímpicos", diz o brasileiro. "Acho que faz parte, para o atleta que está na Olimpíada, participar da cerimônia, caso dê tempo e não atrapalhe a competição."
Dose extra
Depois de duas semanas e meia de treino na cidade portuária de Qingdao, onde serão realizadas as competições de vela da Olimpíada, Scheidt afirma que a viagem para Pequim pode ser útil na disputa por medalhas.

"Sair de Qingdao e vir pra cá, mudar os ares um pouco, participar da cerimônia, pode trazer um pouco da dose extra de energia que a gente precisa para chegar (na competição) com a motivação bem alta mesmo."
Em Pequim, Robert Scheidt vai viver pela primeira vez a experiência de disputar uma Olimpíada em uma categoria diferente.

Depois do sucesso na Laser, o velejador competirá desta vez pela classe Star, formando uma dupla com o parceiro Bruno Prada, que participa de seus primeiros Jogos Olímpicos.

"É um desafio novo essa mudança de classe, mas ela aconteceu no momento certo", diz Scheidt. "Eu já tinha me dedicado por 16 anos à classe Laser, acho que conquistei o que eu tinha que conquistar. Chegou o momento de mudar."
"A transição não foi feita de forma brusca, foi de forma gradual", acrescenta. "A gente já vinha velejando junto desde 2001 na classe Star. Os resultados vieram de forma rápida, e isso nos motivou também."
Favoritismo
Junto com Bruno Prada, Robert Scheidt foi campeão mundial da classe Star no ano passado. A dupla chega a Pequim como uma das grandes favoritas, depois de eliminar na seletiva os bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira.

Se repetir a façanha de conquistar uma nova medalha de ouro, Scheidt será tricampeão olímpico - um feito inédito no esporte brasileiro.

"Eu não fico pensando muito nisso, não", reage o velejador. "O foco não é pensar na medalha de ouro, é pensar na performance."
"Se a gente não sair daqui com uma medalha olímpica, a gente obviamente não vai sair muito feliz, mas a vida continua", acrescenta. "Vamos ter novos objetivos pela frente, vamos ter provavelmente uma nova Olimpíada, ou duas, pela classe Star ainda."
O brasileiro diz ainda que a disputa em Pequim será equilibrada, com outras oito duplas com chances de medalha, e as condições da raia olímpica podem complicar ainda mais a vida dos favoritos.

"É uma raia com vento muito fraco, muita correnteza", afirma Scheidt. "Momentos difíceis todos vão ter, tentar sair deles vai ser a chave."
Apesar das dificuldades, o bicampeão olímpico afirma que o problema causado pela invasão de algas na costa da região de Qingdao, no início do mês passado, parece superado.

"A mais ou menos quatro milhas da costa, tem um cordão de retenção dessas algas e vários barcos retirando essas algas da água", diz Scheidt. "O problema, se não está 100%, está 90% resolvido."

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