Porta-aviões dos EUA se dirige para litoral coreano

USS George Washington participará de manobras militares sul-coreanas; Pyongyang acusa Seul de levar península à beira da guerra

Reuters |

Um porta-aviões dos EUA se dirige nesta quarta-feira para o litoral coreano, um dia depois de a Coreia do Norte ter disparado granadas de morteiro e foguetes contra uma ilha sul-coreana. A iniciativa americana deve irritar o governo norte-coreano e incomodar também o maior aliado e vizinho da Coreia do Norte, a China.

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Foto de 27 de julho de 2010 mostra jatos sobre o porta-aviões americano USS George Washington
Nesta quarta-feira o governo sul coreano informou que foram encontrados na ilha os corpos de dois civis mortos , aparentemente em consequencia dos ataques lançados pela Coreia do Norte na terça-feira.

Com isso, elevam-se para quatro o número de sul-coreanos mortos. A morte de civis deve aumentar ainda mais o ressentimento dos sul-coreanos contra o país vizinho, com o qual dividem a Península Coreana.

O porta-aviões USS George Washington, movido a energia nuclear e levando 75 aviões de guerra e 6 mil tripulantes, partiu de uma base naval ao sul de Tóquio para unir-se às manobras militares sul-coreanos , de domingo até a quarta-feira seguinte, informaram funcionários americanos em Seul.

"Esse exercício é de natureza defensiva", afirmou o comando das forças dos EUA na Península Coreana. "Embora já tivesse sido planejado bem antes do ataque de artilharia de ontem (terça-feira), que não foi provocado, demonstra a força da aliança dos EUA com a República da Coreia (do Sul) e nosso compromisso com a estabilidade regional por meio da dissuasão", diz um comunicado militar.

A Coreia do Norte acusou o Sul nesta quarta-feira de estar conduzindo a península "à beira da guerra" com "inconsequente provocação militar", e também por adiar o envio de ajuda humanitária aos norte-coreanos. O comunicado não fez referência às manobras militares.

O governo sul-coreano está sendo criticado pela lenta resposta dos militares à provocação do Norte, numa repetição das queixas feitas no pais quando um navio de guerra foi afundado em março , na mesma área, causando a morte de 46 marinheiros.

O ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, está sob pressão dos deputados, que disseram que o governo deveria ter adotado medidas retaliatórias mais rápidas e fortes contra a provocação do Norte. "Lamento que o governo não tenha lançado um firme bombardeio com jatos de combate durante a segunda rodada de disparos do Norte", disse o deputado Kim Jang-soo, ex-ministro da Defesa.

O bombardeio de terça-feira foi o maior na região desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953) e resultou nas primeiras mortes de civis em um ataque desde um atentado contra um avião sul-coreano, em 1987. Os Estados Unidos e o Japão fizeram um chamado à China para que intervenha para controlar a Coreia do Norte.

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