Porfírio Lobo lamenta pouca presença internacional prevista para sua posse

Tegucigalpa, 13 jan (EFE).- O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, lamentou hoje a pequena presença internacional, principalmente de governantes, que haverá em sua posse no próximo dia 27 de janeiro.

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"Não teremos a presença que desejamos", ressaltou Lobo em entrevista coletiva, na qual reiterou que após assumir a Presidência iniciará conversas para restabelecer as relações com a comunidade internacional, interrompidas após o golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho do ano passado.

Acrescentou que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ainda não confirmou se vai comparecer, por um problema de agenda, mas tem intenção de fazê-lo, e que, caso que não possa, irá enviar o vice-presidente do país, Francisco Santos, que ontem se reuniu com Lobo em Tegucigalpa, em visita extra-oficial a Honduras.

Lobo também esperava contar com a presença do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que como moderador tentou buscar uma solução à crise política hondurenha após o golpe de Estado, mas Arias, que já foi nomeado vencedor do Prêmio Nobel da Paz, informou hoje que não vai participar da cerimônia.

Arias criticou a Lobo por sua "fraqueza" ao não conseguir que o governante de facto, Roberto Micheletti, se afastasse do poder antes da mudança de comando.

Em tom resignado, Lobo disse que espera "alguma presença" de "outros países" que manifestaram que vão se fazer representados na cerimônia.

O presidente eleito disse que gostaria que as relações internacionais tivessem sido normalizadas durante o regime de facto de Micheletti, para que fossem retomados os projetos sociais que estão interrompidos pelo congelamento de ajudas econômicas externas.

EFE gr/fm

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