Porfirio Lobo assume Presidência de Honduras

O novo presidente de Honduras, Porfirio Lobo, tomou posse na manhã desta quarta-feira na capital, Tegucigalpa, com o desafio de governar um pais dividido. Juro ser leal à República e assegurar que suas leis sejam cumpridas, disse Lobo, de 62 anos, durante a cerimônia de posse.

BBC Brasil |

Lobo recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente do Congresso Nacional, Juan Orlando Hernandez, que disse que o novo líder foi o presidente que recebeu o maior número de votos da história de Honduras.

Roberto Micheletti, que assumiu o poder em junho após a deposição do líder eleito Manuel Zelaya, não compareceu à cerimônia.

Com a posse de Lobo, as atenções no país agora estão voltadas para a embaixada brasileira, de onde espera-se que Zelaya saia ainda nesta quarta-feira.

Zelaya
Por volta do meio-dia (horário local) uma caminhonete levando as malas para Zelaya e sua família entrou na área de segurança da embaixada brasileira, que permanece cercada por militares hondurenhos desde setembro, quando o líder deposto refugiou-se no local.

Zelaya será beneficiado com um salvo-conduto concedido por Lobo para que ele saia de Honduras e entre na República Dominicana.

O líder deposto também foi um dos beneficiados por uma lei de anistia aprovada pelo Congresso na noite da última terça-feira.

A nova legislação perdoa todos os crimes políticos cometidos por Zelaya e seus simpatizantes ou membros do governo interino de Micheletti.

Mas a lei não anistia crimes de corrupção dos quais Zelaya também é acusado.

Oposição
Não muito longe da embaixada, na frente da Universidade Pedagógica Francisco Morazán, centenas de manifestantes se concentraram na manhã desta quarta-feira para seguir em marcha até o aeroporto, de onde espera-se que Zelaya deixe o pais.

Um, dos lideres da manifestação, Juan Barahona, afirmou que a oposição continuará resistindo ao governo de Porfírio Lobo já que, em sua opinião, ele é uma continuação do "regime ditatorial" instalado após a deposição de Zelaya.

Segundo Barahuna, a passeata que deve seguir cerca de 15 km até o aeroporto não é uma despedida, mas uma homenagem a Zelaya.

"Vamos continuar em resistência permanente até a instalação de uma assembleia constitucional", disse Barahuna à BBC Brasil.

Para o líder oposicionista, Zelaya deve voltar a Honduras "em não mais de dois meses para liderar a resistência".

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG