Por unanimidade, Kirchner é indicado a secretário-geral da Unasul

Campana (Argentina), 3 mai (EFE).- O conselho de ministros das Relações Exteriores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) decidiu hoje por unanimidade indicar o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner para o cargo de secretário-geral do fórum regional, anunciou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

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Campana (Argentina), 3 mai (EFE).- O conselho de ministros das Relações Exteriores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) decidiu hoje por unanimidade indicar o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner para o cargo de secretário-geral do fórum regional, anunciou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño. A candidatura formal de Kirchner, marido e antecessor da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, foi definida hoje durante a reunião de chanceleres anterior à cúpula de governantes, que acontece amanhã em um luxuoso complexo hoteleiro nos arredores de Buenos Aires. O chanceler do Equador, país que exerce a Presidência temporária da Unasul, esclareceu que a nomeação do ex-presidente argentino à frente da organização "deverá ser resolvida" pelos chefes de Estado nesta terça-feira. A candidatura de Kirchner como secretário-geral de Unasul, apoiada pelo Equador, tinha sido vetada em 2009 pelo Uruguai em meio ao conflito com a Argentina pela instalação de uma fábrica de celulose em território uruguaio, mas às margens do rio Uruguai, limite natural entre os dois países e de administração compartilhada. O nome de Kirchner também havia sido vetado pelo Peru, enquanto a Colômbia mantinha uma atitude reticente. Nos últimos meses, entretanto, o Governo argentino realizou uma ofensiva diplomática para somar adesões ao ex-presidente. Atualmente, Kirchner é deputado federal pela governista Frente para a Vitória, ala predominante dentro do Partido Justicialista (peronista), cuja liderança também está nas mãos do ex-presidente. A designação de um candidato para exercer a secretária-geral da Unasul era o ponto prioritário do debate dos chanceleres, disse Patiño. Os ministros também conversaram sobre a situação no Haiti e no Chile depois dos fortes terremotos que atingiram os dois países neste ano e os passos a seguir na questão de Honduras, cujo Governo somente é reconhecido por dois dos 12 países-membros da Unasul, Colômbia e Peru. EFE alm/bba

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