Por telefone, Lula conversa com Obama sobre crise e Cuba

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira, por telefone, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para aproximar posições que serão levadas por eles para discussão na 5ª Cúpula das Américas, entre os dias 17 e 19, em Trinidad e Tobago.

Redação com agências |

A crise financeira internacional e o embargo a Cuba estiveram entre os temas debatidos na conversa, que durou 15 minutos.

O detalhamento da conversa não foi divulgado pela assessoria de Lula. O telefonema foi no final da manhã, quando Lula despachava com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A iniciativa partiu do presidente brasileiro, que não conseguiu falar com o presidente norte-americano na primeira tentativa. Obama retornou em seguida, já a caminho de sua viagem ao México .

Cooperação entre países

O presidente Barack Obama propôs nesta quinta-feira aos países das Américas o fim das práticas unilaterais dos Estados Unidos e a abertura de um novo período de cooperação frente a crise econômica, contra o crime e no setor da energia.

"Durante muito tempo, os Estados Unidos não buscaram, nem mantiveram, diálogo com seus vizinhos. Fomos envolvidos por outras prioridades, e não percebemos que os progressos dos norte-americanos são diretamente ligados aos progressos de todas as Américas", declarou Obama em editorial publicado em jornais latino-americanos e caribenhos na véspera da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago.

"Esta cúpula é uma grande oportunidade para começar do zero. Promover a prosperidade, a segurança e a liberdade dos povos das Américas depende do estabelecimento de parcerias do século 21, libertadas das atitudes rígidas do passado", afirmou.

"Meu governo assume o compromisso de cumprir com a promessa de uma nova época", garantiu, defendendo "uma parceria mais ampla entre os Estados Unidos e as Américas, em nome de nossa prosperidade e segurança comuns".

O sucessor de George W. Bush, cuja presidência coincidiu com um reforço significativo do sentimento antiamericano na região, ressaltou que já tomou medidas neste sentido ao suprimir algumas das sanções impostas a Cuba, mas também ao assumir na última cúpula do G20 compromissos em favor das populações vulneráveis, muitas das quais se encontram na América Latina e no Caribe.

Ele promoveu para o futuro uma nova "Parceria das Américas para a energia e o clima".

Leia mais sobre Obama

    Leia tudo sobre: obama

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG