Por razões éticas, fundo norueguês vende ações israelenses

Por Aasa Christine Stoltz e Wojciech Moskwa OSLO (Reuters) - O fundo soberano do governo norueguês vendeu sua participação na empresa israelense Elbit Systems, alegando razões de fundo ético, já que a companhia forneceu equipamentos de vigilância para a barreira que separa Israel da Cisjordânia, disse o governo da Noruega na quinta-feira.

Reuters |

O fundo, que acumula mais de 400 bilhões de dólares, segue diretrizes éticas estabelecidas pelo governo, e no passado já se recusou a investir em mais de 20 empresas que produzem armas nucleares ou munições de fragmentação, prejudicam o meio ambiente ou cometem abusos a direitos humanos e trabalhistas.

Mas a remoção da Elbit do seu portfólio pressupõe uma crítica a ações do governo de Israel, o que torna a decisão mais política do que exclusões anteriores do fundo.

"Não desejamos financiar companhias que contribuam tão diretamente com violações do direito humanitário internacional," disse a ministra das Finanças, Kristin Halvorsen, em nota.

"A liberdade de movimentos das pessoas que vivem no Território Ocupado (Cisjordânia) tem sido inaceitavelmente restringida," disse ela.

A Elbit ainda não se manifestou sobre o assunto.

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