BUENOS AIRES (Reuters) - A popularidade da presidente argentina, Cristina Kirchner, caiu de 26 por cento em maio para 20 por cento em junho, em meio a enfrentamentos do governo com o setor agropecuário por uma alta de impostos, disse uma pesquisa na quinta-feira. A pesquisa, que consultou 1.000 pessoas e foi realizada pela consultora Poliarquia, mostrou que a imagem negativa da presidente, que assumiu no último dia 10 de dezembro, subiu de 34 para 46 por cento entre os consultados. Em abril, a imagem negativa da presidente era de 25 por cento.

Há 100 dias o governo argentino enfrenta protestos dos produtores agropecuários, que recusam um aumento de impostos às exportações de grãos.

A primeira reação de Kirchner foi a de contestar com veemência os protestos, chamando os manifestantes de 'golpistas'.

Depois disso, o governo iniciou uma série de negociações mal-sucedidas e ultimamente, voltou a elevar o tom.

Ao mesmo tempo, os bloqueios de estradas realizados pelos produtores e transportadores em todo país provocam desabastecimento de alimentos e escassez de combustíveis em várias cidades.

Nesta semana, depois de que um aliado do governo denunciou uma tentativa de golpe por parte dos produtores rurais, milhares de argentinos saíram às ruas em Buenos Aires para protestar contra a gestão de Fernandez.

A resposta oficial veio na quarta-feira, quando a presidente promoveu um ato na Praça de Maio com 60.000 pessoas no qual voltou a acusar o setor agropecuário de querer desestabilizar seu governo.

A pesquisa da Poliarquía se soma a outra feita pela Giacobe y Asociados, que também indicou que a imagem positiva de Kirchner caiu para de 23 para 19,9 por cento em junho.

(Reportagem de Lucas Bergman)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.