Populares libertam últimos policiais mantidos como reféns no Peru

Populares que participavam de uma greve na cidade peruana de Moquegua (sul) libertaram nesta terça-feira à tarde os últimos 48 policiais que mantinham como reféns desde ontem, entre eles o comandante da corporação, informou a Defensoria do Povo.

AFP |

"Já foram libertados todos os efetivos policiais", disse à AFP Hernán Cuba, representante da Defensoria do Povo de Moquegua.

Os policiais, entre eles o general Alberto Jordán, seguiam para o aeroporto dessa cidade do sul peruano para tomar um vôo direto para Lima, acrescentou o funcionário.

O general Alberto Jordán e seus homens foram capturados em violentos choques em torno da ponte de Montalvo, na rodovia Pan-Americana, bloqueada por manifestantes.

"Felizmente, tudo acabou sem problemas", declarou Jordán, agradecendo à Defensoria e à Igreja Católica de Moquegua por sua mediação no conflito.

Ao saber do desfecho do episódio, o primeiro-ministro Jorge del Castillo saudou a decisão do povo de Moquegua (1.200 km ao sul de Lima) e disse que, agora, o diálogo com as autoridades locais será retomado. Nas últimas horas, as negociações haviam sido suspensas.

Ao meio-dia de hoje, pelo menos 12 policiais, com diversas lesões, foram soltos para serem atendidos no hospital regional.

O representante da Defensoria do Povo esclareceu que 48 policiais compunham o último grupo de reféns, incluindo o general Jordán, ressaltando que, devido à situação de emergência, houve confusão no balanço divulgado.

Inicialmente, a Defensoria havia informado que o total de agentes em cativeiro era 65, mas depois anunciou que eram 60.

A população de Moquegua exige do governo uma divisão mais eqüitativa dos royalties cobrados da mineradora Southern Peru, controlada pelo Grupo México, que explora jazidas de cobre na região.

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