População lembra no Líbano aniversário de massacres de Sabra e Shatila

Beirute, 16 set (EFE) - Mil palestinos e libaneses lembraram hoje o 26º aniversário dos massacres dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila, situados nos arredores de Beirute, segundo emissoras locais. Sobreviventes, famílias das vítimas, dirigentes políticos e representantes de grupos e facções libanesas e palestinas participaram de uma passeata que percorreu várias ruas destes acampamentos contíguos, nos quais morreram entre 1.500 e 2.

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500 pessoas entre 16 e 18 de setembro de 1982.

Nessas datas, depois que o Exército de Israel ocupou Beirute, milicianos falangistas cristãos aliados dos israelenses penetraram nestes acampamentos palestinos e massacraram mulheres, crianças e homens em resposta à morte, em um atentado, do presidente do Líbano, Bechir Gemayel, em um atentado.

Alguns dos presentes na cerimônia de hoje levavam fotos de seus parentes mortos no massacre, considerado pela Assembléia Geral da ONU como um "ato de genocídio".

Da manifestação também participou um grupo de italianos que mora no país e que levava um cartaz no qual se lia "não se pode esquecer Sabra nem Shatila".

Uma comissão de inquérito israelense, dirigida pelo juiz Isaac Kajan, reconheceu "a responsabilidade pessoal" no massacre do então ministro da Defesa, Ariel Sharon, mas o procedimento não seguiu curso penal por se tratar de um assunto que tinha ocorrido fora de Israel.

Além disso, o comitê responsabilizou de modo direto Elias Hobeika, que, na época, era o chefe dos serviços de inteligência da milícia cristã Forças Libanesas, e, antes de ser assassinado em um atentado com carro-bomba em 2002, afirmou que possuía provas que isentavam sua milícia. EFE ks/db

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