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Redação central, 31 jul (EFE).- A poluição em Pequim é a grande preocupação dos remadores brasileiros que treinam na raia de Shunyi, na qual serão realizadas as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos.

"É algo realmente impressionante. Da cabeceira da raia não conseguimos enxergar a bóia que demarca os mil metros de percurso. É uma neblina tremenda, parece que estamos em Londres", declarou o chefe de equipe Julio Noronha.

Apesar da poluição - um fator externo -, a raia olímpica foi bastante elogiada pela equipe, que destacou a boa sinalização e o fato de ser ampla e sem ventos fortes.

Antes de deixarem o Brasil, os seis remadores olímpicos do país foram submetidos a testes de sensibilidade a gases poluentes e problemas respiratórios.

"Fizemos treinos leves e ainda não deu para sentir muito a poluição no nariz, na garganta e no pulmão. Entretanto, acho que quando apertarmos o treinamento deveremos sentir mais. Não dá para ver nada no céu, nem o sol. Não enxergamos as coisas mais distantes.

É bem estranho", comenta a skiffista Fabiana Beltrame.

Já Camila Carvalho, do double skiff peso leve, explica a sensação na China. "É quente e úmido como Manaus e poluído como São Paulo.

Porém, estamos adorando. Fora isto, tudo é perfeito", diz a remadora brasiliense. EFE ev/fal

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