Poluição fomenta alterações pulmonares em fetos humanos, diz estudo

Berlim, 7 out (EFE).- A poluição atmosférica fomenta alterações pulmonares no feto humano quando a mãe respira elevadas concentrações de partículas em suspensão, diz um estudo suíço apresentado hoje em Berlim no âmbito de um congresso europeu sobre doenças pulmonares.

EFE |

Até agora os cientistas afirmavam que a poluição só podia prejudicar os pulmões infantis em idade escolar.

Entretanto, um cientista da Universidade de Berna, na Suíça, investigou a relação entre a poluição atmosférica e os problemas pulmonares no caso de 241 recém-nascidos.

Philipp Latzin analisou as proporções de ozônio, de dióxido de nitrogênio (NO2) e de partículas em suspensão (PM10) que respiraram as grávidas e levou em conta a proximidade da casa das futuras mães de grandes vias.

Finalmente, e durante as cinco semanas posteriores ao nascimento, mediu a capacidade pulmonar dos recém-nascidos, para chegar à conclusão de que os filhos daquelas mães que tinham respirado ar com elevadas concentrações de partículas em suspensão mostravam alterações respiratórias.

Os filhos de mulheres que vivem perto de estradas com muito tráfego respirariam mais rápido, 48 vezes por minuto ao invés de 42.

O estudo conclui que os bebês, cujas mães respiraram ar muito contaminado durante o último terço da gravidez sofriam mais infecções nas vias respiratórias que os outros.

Latzin suspeita que a poluição atacaria os pulmões das mães, reduzindo a irrigação sanguínea que chega à placenta, onde acontece a troca de oxigênio e nutrientes entre a mãe e feto.

Outra hipótese indica que as partículas em suspensão se misturam no sangue do bebê, alterando seu ritmo respiratório.

A terceira hipótese apresentada por Latzin para explicar os danos pulmonares seria uma alteração no metabolismo da mãe, que frearia o crescimento do feto e a formação do pulmão infantil.

De qualquer forma, os cientistas consideram que os resultados do estudo demonstram que é necessário reduzir os poluentes do ar, já que "a influência adiantada sobre as vias respiratórias levam a um aumento das doenças pulmonares e uma menor esperança de vida", explicam o relatório. EFE umj/fal

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