Polônia pode aceitar supervisão da Rússia na instalação do escudo antimísseis

Varsóvia, 2 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, afirmou que seu país poderia aceitar que a Rússia supervisionasse o processo de instalação do escudo antimísseis que os Estados Unidos pretendem instalar no país, mas não permitirá a presença estável de militares russos em solo polonês.

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"Já dissemos que estamos preparados para admitir em um dado momento que se supervisione o processo de desdobramento balístico e realize as revisões necessárias", explica Sikorski em entrevista publicada hoje pelo jornal "Gazeta Wyborcza".

"Desta forma, esperamos que a Rússia se convença de que o escudo antimísseis não constitui uma ameaça para sua segurança", acrescenta o titular de Exteriores, que rejeita as críticas que acusam seu Governo de ceder muito a Moscou e justifica as concessões como necessárias para "a boa convivência entre vizinhos".

"O que não aceitamos é a possibilidade de que oficiais russos estejam permanentemente em nossas bases", disse Sikorski.

Uma solução poderia ser a de permitir que os especialistas russos em Defesa permaneçam durante a instalação nas Embaixadas da Federação Russa em Varsóvia, Praga e Washington, mas o problema residiria em como facilitar que estes observadores possam supervisionar com certa liberdade todo o processo.

Os Estados Unidos pretendem instalar dez plataformas de lançamento de mísseis interceptores na Polônia e seu sistema de radar controlador na República Tcheca, com o objetivo de evitar possíveis ataques de algum dos países do chamado "Eixo do mal", especialmente Irã e Coréia do Norte. EFE nt/mh

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