Polônia e Rússia prometem analisar problemas de história comum

Varsóvia, 1 set (EFE).- O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, e seu colega russo, Vladimir Putin, insistiram hoje na importância de resolver os problemas que ainda existem na interpretação de sua história comum, para caminhar juntos em direção à verdade e estabelecer relações baseadas no pragmatismo.

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"Polônia e Rússia têm problemas em sua história comum que devem ser analisados", assinalou Putin na entrevista coletiva que seguiu ao encontro entre os dois líderes, que se reuniram no píer da localidade polonesa de Sopot (norte do país), coincidindo com os atos do 70º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

Como primeiro passo para conseguir esta reconciliação histórica, ambos os governantes decidiram respeitar o que for ditado pelo grupo de especialistas dos dois países sobre as passagens mais obscuras da história entre Rússia e Polônia, como o assassinato de mais de 20 mil oficiais poloneses em Katyn (atual Ucrânia) pelas mãos dos soviéticos.

"Queremos que esta tragédia nunca se repita no futuro", disse Putin, que ressaltou a importância de encontrar uma interpretação dos fatos "objetiva" para "analisá-los em conjunto".

Putin se referiu ao começo da Segunda Guerra Mundial como o momento mais "horrível da História mundial", e acrescentou que os especialistas são os que devem "determinar o que precedeu à tragédia".

"Devemos entender o que causou esta tragédia, e quando entendermos isso poderemos começar a trabalhar", disse o líder russo.

A reunião entre Tusk e Putin acontece depois de parte da imprensa russa ter assegurado que a Polônia e a Alemanha nazista assinaram um pacto secreto contra a União Soviética em 1934, um revisionismo histórico que provocou mal-estar no Executivo polonês.

Além das questões históricas, os dois chefes de Governo destacaram a melhoria nas relações entre seus países, especialmente no campo econômico, onde Putin reconheceu que "nos dois últimos anos muito foi feito", a ponto de a Rússia se transformar em um dos principais parceiros comerciais da Polônia.

Os dois países vão aproveitaram a visita do primeiro-ministro russo para assinar convênios em matéria de pesca, colaboração energética e pesquisa. EFE nt/mh

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