Polônia e EUA assinam acordo sobre escudo antimísseis

VARSÓVIA - Polônia e Estados Unidos chegaram a um acordo preliminar sobre a instalação de elementos do escudo antimísseis americano no país europeu, informou o premiê Donald Tusk, citado pelo canal de televisão TVN.

AFP |

A Polônia abrigaria mísseis (ou interceptadores) americanos e, em troca, os Estados Unidos ajudariam a melhorar o sistema de defesa aérea polonês.

No início de julho deste ano, a República Tcheca aceitou abrigar um radar para o sistema de defesa antimísseis que os Estados Unidos pretendem instalar na Europa, o que despertou a ira de Moscou.

A Rússia interpreta esse projeto na República Tcheca, assim como os planos de instalar o sistema antimísseis na Polônia, como uma ameaça à sua segurança nacional, embora os americanos assegurem que seja uma proteção contra "países párias" como o Irã.

"A segurança nacional não pode se sustentar sobre promessas", disse o presidente Medvedev.

O apoio americano na modernização do sistema de defesa aérea era uma das principais exigências da Polônia para abrigar o escudo antimísseis.

"Entendemos que há um desejo de modernizar o sistema de defesa da Polônia, particularmente de modernizar as defesas aéreas. Isso é algo que nós apoiamos porque vai fazer nosso aliado, a Polônia, mais capaz", havia dito recentemente a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

As preocupações da Polônia com a segurança se referem principalmente às ameaças da Rússia de apontar seus mísseis para a Europa caso os Estados Unidos coloquem partes de seu sistema de defesa antimísseis perto da fronteira russa.

A iniciativa dos Estados Unidos de construir instalações de defesa antimísseis no Leste Europeu vem provocando tensões no relacionamento do governo americano com a Rússia.

Os Estados Unidos querem construir um sistema que vai permitir a interceptação de mísseis balísticos. Este sistema envolve radares estacionários e mísseis interceptadores em lugares como o Alasca e a Califórnia. Na Polônia, o plano é instalar dez mísseis.

A Rússia é contra, apesar de o presidente americano, George W. Bush, ter dito que Moscou nada teria a temer, porque os alvos do sistema de defesa americano seriam países hostis, como o Irã e a Coréia do Norte.

Em outubro passado, o então presidente Vladimir Putin chegou a dizer que os planos americanos poderiam levar a uma situação semelhante à Crise dos Mísseis de Cuba, na década de 60, que quase desencadeou um conflito nuclear entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética.


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