Polônia diz que mentor do roubo de Auschwitz está na Suécia

VARSÓVIA (Reuters) - Promotores poloneses querem interrogar duas pessoas na Suécia que acreditam ter orquestrado o roubo no mês passado da placa Arbeit macht frei na entrada do ex-campo de concentração nazista de Auschwitz. A polícia polonesa prendeu cinco homens em dezembro apenas alguns dias após o furto da placa, que significa O trabalho liberta. Eles também recuperaram a placa, que havia sido cortada em três pedaços para caber no carro de fuga dos ladrões.

Reuters |

"Pedimos à Suécia que confirmasse os dados pessoais de duas pessoas que suspeitamos terem participado desse crime e queremos interrogar uma terceira pessoa que está na Suécia também, mas ela não tem ligação direta com o caso", disse o promotor Artur Wrona.

Promotores já disseram que cinco detentos são criminosos de pouca importância, que agiram sob ordens vindas de fora da Polônia.

"Um (dos dois procurados) é o mentor desse furto e o outro é o que comprou o carro na Polônia, usado durante o roubo", disse Wrona durante uma coletiva de imprensa na televisão na cidade polonesa de Cracóvia, nesta quarta-feira.

"Nossos próximos passos dependem da resposta da Suécia, mas acreditamos que temos provas suficientes para poder entrar com um processo de indiciamento pelo roubo contra pelo menos uma dessas pessoas e talvez contra ambas", acresentou Wrona.

A Polônia poderá emitir uma ordem de prisão das duas pessoas em questão, disse Wrona, mas negou a especulação da mídia de que poderiam esta ligados a organizações neo-Nazistas.

Promotores dizem que o furto da placa foi motivado por dinheiro, mas assustou a possibilidade de motivações políticas por ser um forte símbolo do Holocausto cometido pela Alemanha nazista contra os judeus durante a 2a Guerra Mundial.

Até 1,5 milhão de pessoas, na maioria judeus, morreram em Auschwitz durante a ocupação alemã da Polônia. Um total de 6 milhões morreram durante o Holocausto nas mãos dos nazistas.

O local de Auschwitz é hoje um museu composto de 155 construções -- inclusive as câmaras de gás -- 300 estabelecimentos em ruinas e centenas de milhares de objetos pessoais. Está na lista de patrimônios da humanidade da Unesco.

A placa, produzida por um prisioneiro polonês em Auschwitz, está agora passando por testes de laboratório e será devolvida ao museu até o dia 20 de janeiro, disse Wrona.

Serão realizados comemorações no museu no dia 27 para marcar o 65o aniversário de libertação do campo de concentração pelas tropas soviéticas.

(Por Gabriela Baczynska)

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