Anders Hoegstroem, 34 anos, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão pela Justiça polonesa

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Um sueco que teria planejado o roubo do letreiro do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz, em dezembro do ano passado, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão nesta quinta-feira pela Justiça da Polônia.

Anders Hoegstroem admitiu participação no roubo e fez um acordo em novembro com a promotoria polonesa. Ele será levado para a Suécia, onde deverá cumprir sua sentença.

Anders Hoegstroem durante julgamento na Cracóvia, Polônia
AFP
Anders Hoegstroem durante julgamento na Cracóvia, Polônia
Hoegstroem, de 34 anos, inicialmente negou envolvimento no roubo, mas depois mudou suas alegações. O letreiro de ferro fundido de cinco metros com a inscrição Arbeit Macht Frei ("O trabalho liberta", em tradução livre do alemão), foi roubado do portão do campo em dezembro do ano passado e encontrado poucos dias depois.

O juiz de Cracóvia já havia condenado dois poloneses a até dois anos e meio de prisão por envolvimento no roubo. Outros três poloneses também foram condenados à prisão em 2010. As autoridades da Polônia acreditam que o grupo agiu sob as ordens de um negociante sueco, que ainda não foi capturado.

Pena leve

De acordo com o repórter da BBC em Varsóvia Mark Easton, Hoegstroem recebeu uma sentença relativamente leve depois de entrar em acordo com a promotoria.

O sueco ajudou a fundar em 1994 a frente nacional-socialista da Suécia, um movimento de extrema direita. Inicialmente, ele negou ter instigado o roubo do letreiro. Ele afirmava que era apenas o intermediário entre os poloneses que roubaram o artefato e um colecionador, cujo nome não foi divulgado.

A polícia recuperou o letreiro três dias depois do roubo, cortado em três pedaços, a centenas de quilômetros do campo.  O letreiro ainda está sendo restaurado e logo será recolocado no portão de entrada de Auschwitz. No momento, uma réplica está na entrada do campo.

Para muitos, o letreiro simboliza as atrocidades cometidas pelo regime nazista.  Mais de 1 milhão – 90% judeus – foram assassinados pelos nazistas em Auschwitz durante a ocupação da Polônia na Segunda Guerra.

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