Poloneses fazem 2 minutos de silêncio em funeral coletivo

Varsóvia, 17 abr (EFE).- Milhares de poloneses concentrados hoje na praça de Pildsudski, em Varsóvia, fizeram dois minutos de silêncio no início do funeral coletivo para as 96 vítimas do acidente de avião no aeroporto russo de Smolensk, há uma semana, que matou o presidente do país, Lech Kaczynski, e sua esposa.

EFE |

O palco em que acontece a celebração foi coberto por retratos das vítimas da tragédia. Logo em frente, foram colocadas 96 cadeiras brancas vazias em memória dos falecidos.

A cerimônia fúnebre começou com a leitura da lista, em ordem alfabética, dos nomes dos passageiros do voo, entre eles vários altos cargos institucionais e personalidades políticas, sociais, culturais e esportivas da Polônia.

Na primeira fila, estão presentes Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo do presidente morto, e Marta, filha única de Lech, além do presidente interino da Polônia, Bronislaw Komorowski, e do primeiro-ministro, Donald Tusk.

"Todos sentimos dor, todos sentimos o mesmo hoje", disse Komorowski, que lembrou Jadwiga Kaczynska em seu discurso, mãe dos gêmeos Kaczynski, que está internada em um hospital e ainda não sabe da morte de seu filho.

Também se referiu à dor de Marta e de Jaroslaw, "que perdeu seu melhor amigo".

O presidente interino da Polônia ressaltou que "não estamos sós, estamos unidos como uma grande família" e agradeceu as mostras internacionais de solidariedade, especialmente por parte da Rússia e de seu povo.

Por sua parte, o primeiro-ministro disse que os poloneses atravessam "uma difícil prova, como pessoas e como povo," e que ninguém pode se lembrar de uma tragédia de tamanha dimensão em que tantas personalidades tenham perdido a vida ao mesmo tempo.

No final do discurso de Tusk, uma orquestra militar entoou a marcha fúnebre do compositor de origem polonesa Frederyk Chopin, para dar início à celebração religiosa.

Desde o início da manhã milhares de poloneses procedentes de outras partes do país chegaram à capital em trens e ônibus especiais. EFE jcb-nt/pd

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