Políticos e famosos se aliam contra paparazzi em Los Angeles

Fernando Mexía Los Angeles (EUA), 2 ago (EFE).- Autoridades e famosos querem cercear em Los Angeles as atividades dos paparazzi, que são acusados de ser um perigo público, escapar das leis e atuar com agressividade para conseguir uma foto exclusiva.

EFE |

A indústria de Hollywood, as gravadoras, a combinação de verão e belas praias transformaram o condado de Los Angeles em residência de inumeráveis celebridades do show business, mas também dos fotógrafos que as perseguem.

Uma situação que para um grupo de políticos, liderados pelo vereador Dennis P. Zine, está fora de controle.

O vereador convocou ontem uma reunião de autoridades de Beverly Hills, Malibu e Hollywood, entre outras que, junto com vários artistas, analisaram as possíveis medidas a serem tomadas para acabar com o "livre arbítrio" dos caçadores de fotos.

"O encontro foi muito produtivo e serviu para reunir muitas idéias que agora temos que examinar antes de dar o passo seguinte", explicou Zine à Agência Efe.

"O que ficou evidente hoje é que existe um problema, agora é necessário ver se a solução seria regulamentar este trabalhado ou endurecer as leis(...) o que está claro é que os famosos têm direito de viver como as outras pessoas", afirmou o político.

Para Zine, os paparazzi usam táticas "implacáveis" e se transformaram em um perigo para os cidadãos, uma inquietação que é compartilhada por muitos famosos.

"Ontem falei com Sharon Stone e ela me disse que estava preocupada com sua segurança e de sua família", disse Zine que no início de 2008 já apresentou uma proposta para criar uma "zona de segurança" entre os fotógrafos e aqueles que são fotografados por eles.

O cantor John Mayer, um dos artistas presentes na reunião, relatou seu caso pessoal e explicou que muitas vezes durante a noite foi perseguido por carros sem placa que nem sequer param nos sinais.

As queixas de celebridades e moradores se multiplicaram nos últimos meses.

Nesta mesma semana, a atriz ganhadora de um Oscar Halle Berry anunciou um processo contra vários fotógrafos por invadir sua propriedade privada para obter uma imagem de seu bebê.

No final de junho, um grupo de surfistas esteve envolvido em uma briga com vários paparazzi em uma praia de Malibu, incomodados pela presença dos fotógrafos que tentavam tirar fotos do ator Matthew McConaughey enquanto ele estava no mar.

Sem dúvida, uma das protagonistas deste ano do assédio dos paparazzi foi Britney Spears, cujo comportamento que terminou com sua ida a uma ala psiquiátrica de um hospital de Los Angeles atraiu maciçamente os fotógrafos.

A Polícia chegou a escoltar a cantora para conseguir que ela fosse de sua casa ao centro médico sem incidentes, o que teve um custo elevado para os cofres municipais.

As facilidades oferecidas pelas novas tecnologias e a proliferação de informação pela internet aumentaram a presença nas ruas destes fotógrafos especialistas em vidas privadas, cuja condição de freelancer vincula sua renda à quantidade e a qualidade das fotografias de famosos conseguidas.

A prefeita de Malibu, Pamela Conley Ulrich, reiterou a necessidade de impor limites a esses fotógrafos o que já foi solicitado em nome de sua Prefeitura pela assessoria legal do advogado Kenneth Starr, responsável pela investigação da relação de Bill Clinton e Monica Lewinsky.

Quem decidiu ficar à margem desta iniciativa foi o chefe de Polícia de Los Angeles, William J. Bratton, que chamou a reunião de "perda de tempo" e argumentou que as leis atuais são suficientes para preservar a segurança de todos os residentes.

Bratton disse que a atividade dos paparazzi tinha diminuído depois que Spears começou a se comportar normalmente e que Paris Hilton se mudou da cidade.

Zine, no entanto, criticou a postura de Bratton e ponderou que embora existam leis, estas "não estão funcionando corretamente". EFE fmx/bm/rr

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