Políticos e especialistas aconselham Obama a se aproximar mais do Brasil

Reforçar a aliança com o Brasil, apoiar o México na luta contra o narcotráfico e vigiar de perto a Venezuela e seus aliados na América Latina: esses foram os conselhos dados por especialistas e legisladores americanos, nesta quarta-feira, ao governo de Barack Obama.

AFP |

"A cooperação entre Brasil e Estados Unidos se expandiu, significativamente, durante a Administração Bush. Essa relação deve ser aprofundada com o presidente Obama", declarou o chefe da Subcomissão para a América Latina da Câmara de Representantes, Eliot Engel.

Essa subcomissão, controlada pelos democratas, convocou uma audiência especial no Congresso, centrada na política para a América Latina, com o objetivo de assessorar o novo governo.

"Os Estados Unidos devem pôr uma ênfase especial em se comprometer mais ativa e criativamente com o Brasil como um ator emergente mundial", defendeu o vice-presidente do Council of the Americas, Eric Farnsworth.

A ajuda para o México passa não apenas por reforçar a Iniciativa Mérida, que fornece dinheiro e material para o governo de Felipe Calderón, mas também por "deter o fluxo de armas de fogo para o México", afirmou Engel.

"Incrivelmente, 90% das armas que são utilizadas em violência relacionada às drogas no México provêm dos Estados Unidos", acrescentou.

"Espero que sigamos concentrados na Venezuela", destacou esse legislador, que acredita que o novo referendo de 15 de fevereiro, promovido pelo governo de Hugo Chávez sobre a reeleição indefinida, seja um sinal de alerta.

Engel criticou duramente os atos de vandalismo contra a principal sinagoga de Caracas, na sexta-feira passada.

"O 'bloco socialista' não é nosso amigo. Trabalharam para diminuir nosso poder", declarou o especialista em pesquisas Sergio Bendixen, durante o debate.

Por "bloco socialista", entenda-se Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, nas palavras de Bendixen.

Nos últimos anos, "a Venezuela gastou cinco vezes mais do que nós em ajuda externa", ressaltou a professora da Universidade George Washington Cynthia McClintock, acrescentando que "se criarmos um vazio, outros vão se apressar para preenchê-lo, como Irã, ou China".

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