Roma, 4 out (EFE) - Vários políticos italianos, entre eles o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, advertiram hoje sobre o perigo do racismo no país, enquanto milhares de pessoas protestavam hoje em Roma e em Nápoles contra a xenofobia. Napolitano fez suas observações ao papa Bento XVI, com quem se reuniu hoje no Palácio de Quirinale e com quem disse compartilhar a preocupação, expressada dias atrás pelo pontífice, com as manifestações xenofóbicas registradas em vários países. As palavras de Napolitano foram referendadas pouco depois pelo presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini, que reconheceu o perigo do racismo no país. Seria errôneo negar que existe um perigo de racismo e xenofobia, disse Fini em Milão. Por sua parte, o líder da oposição, Walter Veltroni, comentou que o pesado clima de intolerância no país impõe uma profunda reflexão. Os temores expressados pelos políticos foram refletidos em cidades como Roma e Nápoles, onde milhares de pessoas, entre elas muitos imigrantes, saíram às ruas para protestar contra o racismo. Os organizadores estimaram em 20 mil o número de manifestantes na capital italiana e em dez mil as pessoas que protestaram em Nápoles. Queremos um mundo de todas as cores. Racistas e opressores fora era a mensagem em um cartaz em Roma, enquanto em Nápoles o protesto trazia o lema Não há segurança sem direitos.

Todas essas declarações e manifestações acontecem após vários episódios violentos na Itália contra estrangeiros e grupos de imigrantes. EFE alg/wr/db

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