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Político trabalhista critica BBC por se negar a exibir anúncio sobre Gaza

Londres, 23 jan (EFE).- O político da esquerda trabalhista Tony Benn criticou hoje duramente a BBC por se negar a transmitir um anúncio nacional humanitário em favor das vítimas palestinas do recente conflito armado em Gaza.

EFE |

Em discurso em frente à sede da emissora, Benn afirmou que essa decisão, que privou as agências humanitárias de milhões de dólares potenciais em conceito de donativos públicos, "trai suas obrigações para com o serviço público".

"A destruição em Gaza e a morte de mais de mil civis e crianças horrorizou o mundo, como afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quando presenciou pessoalmente a devastação", disse Benn.

"Negar a ajuda da qual precisam as agências humanitárias e a ONU neste momento é incompreensível", disse o ex-dirigente trabalhista, que acusou a emissora de ter informado sobre Gaza de "maneira tendenciosa".

Desde 1963, a "BBC" tem um acordo com organizações humanitárias que garante a estas um espaço gratuito de dois minutos no horário nobre para divulgar as mensagens de solicitação de donativos para emergências.

O Comitê de Emergência para Desastres anunciou esta semana uma chamada nacional em favor de Gaza, após explicar que a destruição causada por Israel em três semanas tinha sido tão grande que as ONG não tinham outro remédio além de agir.

No entanto, no caso concreto de Gaza, a "BBC" e demais emissoras britânicas de televisão não chegaram a um acordo para divulgar uma chamada que destaca as duras condições nas quais vivem milhares de vítimas do conflito, incluindo muitas crianças, que não possuem casa, água e alimentos.

Na quinta-feira, a emissora pública negou ser responsável pela não emissão dessa chamada pública e insinuou que a Sky, propriedade do magnata Rupert Murdoch, também não quis emitir o apelo.

Em comunicado, a "BBC" justificou sua decisão afirmando que queria "evitar qualquer perigo que pudesse comprometer a confiança do público na imparcialidade da emissora" na cobertura da crise de Gaza.

Já a Sky disse que estava considerando emitir a chamada quando soube que a "BBC" não transmitiria o anúncio, e acrescentou que há um acordo segundo o qual ou todas as emissoras colocam no ar, ou nenhuma coloca. EFE jr/db

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