Político hondurenho admite ter financiado atos em favor de Zelaya

Tegucigalpa, 28 jul (EFE).- Carlos Eduardo Reina, político aliado ao presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya, admitiu hoje que deu dinheiro para financiar as manifestações em favor do líder, mas negou que seja proveniente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como denunciou a Polícia local.

EFE |

"Com muita preocupação vejo o tema que disseram que estamos recebendo financiamento das Farc, isso é completamente falso", disse Reina na Nicarágua, onde acompanha a Zelaya, à rádio "HRN" de Tegucigalpa.

"Nem sequer conheço a Colômbia, e os que inventam que estamos recebendo financiamento de organizações guerrilheiras, ou até consideradas terroristas, são os que já não têm argumentos" contra Zelaya, afirmou.

Reina e várias pessoas que supostamente receberam dinheiro foram apontados na segunda-feira pelo comissário de Polícia Danilo Orellana, chefe da operação de segurança na região fronteiriça de Honduras com a Nicarágua, onde seguidores de Zelaya esperam seu retorno após ter sido derrubado há um mês pelos militares.

O político deu à imprensa sua versão para a origem do dinheiro.

"Temos uma situação muito explícita: que vem da América do Sul, por causa de (informação encontrada em) um computador confiscado de um dirigente das Farc e sim vem de uma associação que vem bater com alguma gente daqui".

Ele informou que os valores vão de US$ 2.500 a US$ 100 mil.

Segundo Reina, o dinheiro provém de "amigos e empresários do litoral norte de Honduras", aos quais não identificou. EFE lam/db

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