GAUHATI, Índia - Depois que o governo da Índia ganhou uma eleição crucial na semana passada, os vitoriosos celebraram com alívio e, um dos legisladores, com sangue.

Kishor Samrite, membro do partido que apóia a coalização de situação, disse que sacrificou mais de 200 cabras e quatro búfalos em um templo do século 16 no nordeste da Índia para agradecer uma deusa por conceder a vitória ao governo do primeiro-ministro Manmohan Singh.

Singh e seu Congresso sobreviveram a eleição do dia 22 de julho semanas depois que uma onda de incerteza atingiu o partido. O apoio de última hora de Samrite, que antes era parte da oposição, foi a chave para a vitória.

Samrite, legislador pelo Estado em Madhya Pradesh, tem participado de rituais no templo Kamakhya em Gauhati, capital de Assam, desde domingo. O sacrifício de animais é algo tradicional no templo, um famoso destino de peregrinação para os hindus.

No entanto, o sacrifício gerou controvérsia depois que grupos defensores dos animais passaram a protestar contra as cerimônias de reza de Samrite perto do templo.

"Animais não podem ser sacrificados em nome do interesse de líderes políticos", disse Sangeeta Goswami, líder do grupo ativista Pessoas Pelos Animais na região de Assam. "É estranho que a Índia fale em progresso científico e tecnológico e tente evitar o casamento de crianças, mas ainda assim permita sacrifícios em templos".

Samrite defendeu o sacrifício de animais como uma "prática antiga".

"Como pode qualquer um interferir com a prática religiosa dentro de um templo?", ele questionou.

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