Político acusado de traição assumirá Ministério das Finanças no Zimbábue

Harare, 10 fev (EFE).- O secretário-geral do partido de oposição do Zimbábue Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Tendai Biti, que até semana passada enfrentava a acusação de traição, passará a ser o ministro das Finanças no Governo de união nacional que será formado nesta sexta-feira.

EFE |

Até pouco tempo atrás, Biti se recusava a aceitar uma solução de compromisso para formar um Executivo conjunto com a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), do presidente zimbabuano, Robert Mugabe.

O líder do Zimbábue continuará sendo chefe de Estado, segundo um acordo pactuado entre os dois partidos e obtido graças à mediação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Biti foi acusado de traição no ano passado sobre a base de um documento que supostamente trazia várias alternativas para remover Mugabe do poder, e cuja autoria foi atribuída a ele pela Promotoria.

No entanto, o secretário-geral do MDC afirma que o caso todo foi forjado.

O anúncio da nomeação de Biti, que é advogado, foi feito em Harare pelo líder do MDC, Morgan Tsvangirai, que, nesta quarta-feira, será empossado como primeiro-ministro do Zimbábue.

Além de Tsvangirai, Arthur Mutambara, dirigente da minoria do partido de oposição, assumirá o cargo de vice-primeiro-ministro.

Ainda não foi definido como serão distribuídas definitivamente entre o MDC e a Zanu-PF as 32 pastas do Governo de união nacional.

O Ministério do Interior será controlado de forma alternada a cada seis meses pelos dois partidos, a começar pela Zanu-PF. Em agosto, Giles Mutseyekwa foi escolhido pelo MDC para ocupar a pasta.

Por sua vez, o porta-voz oficial do partido de oposição, Nelson Chamisa, foi escolhido para ocupar o Ministério de Informação, Ciência e Tecnologia. EFE rt/db

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