Polisário diz que ONU reafirmou direito de autodeterminação do povo saaráui

Argel, 22 out (EFE).- O embaixador da República Árabe Saaráui Democrática (RASD) na Argélia, Brahim Ghali, disse hoje à Agência EFE que a resolução sobre o Saara Ocidental aprovada ontem à noite pela quarta Comissão da ONU reafirma o direito de autodeterminação do povo saaráui.

EFE |

"A Comissão reiterou o direito dos saaráuis de decidirem por si mesmos seu futuro e a Frente Polisário apóia os esforços da ONU para a aplicação de todas as suas resoluções sobre o Saara Ocidental", declarou Ghali.

O embaixador afirmou que a resolução da quarta Comissão, responsável pelos casos de descolonização, "também instou a prosseguirem negociações sérias e incondicionais prévias entre as duas partes para alcançar uma solução para o conflito".

Na sua opinião, esta chamada da Comissão da ONU se dirige especialmente ao Governo do Marrocos, que "não adotou uma postura séria nas diferentes rodadas negociadoras mantidas até o momento".

Ghali lamentou que ainda não se tenha fixado uma data para a realização da quinta rodada negociadora e atribuiu o atraso "às reservas e à chantagem" do Marrocos para aceitar o diplomata americano Christopher Ross como novo enviado especial das Nações Unidas para o Saara Ocidental.

"O secretário-geral da ONU nos informou da nomeação de Ross como novo enviado e o aceitamos, mas o Marrocos não deu ainda seu acordo a esta designação", disse.

O embaixador afirmou que a nomeação do enviado especial não está condicionado pela aceitação da parte marroquina, mas que esta é necessária para criar um clima de serenidade para poder retomar as negociações.

Desde junho de 2007, a Frente Polisário e Marrocos realizaram quatro rodadas de negociações sob a égide das Nações Unidas, mas quase sem resultados.

A quinta rodada de negociações, que devia ter sido realizada antes do verão, foi adiada após o Polisário considerar que o enviado da ONU, o holandês Peter Van Walsum, se havia auto excluído como mediador após declarar que a independência do Saara Ocidental era uma opção "pouco realista". EFE sk/fal

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