Policial morto em explosão ajudou a prender mais de 70 membros da ETA

MADRI - O inspetor da polícia espanhola Eduardo Antonio Puelles García, assassinado nesta sexta-feira no País Basco (norte da Espanha), participou de operações que levaram à detenção de mais de 70 membros ou colaboradores do grupo rebelde ETA, informaram à Agência Efe fontes policiais. As autoridades suspeitam que seja a primeira ação fatal do grupo desde dezembro.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Policiais observam destroços do carro que explodiu na Espanha

Policiais observam destroços do carro que explodiu na Espanha

Entre essas operações, as fontes citaram a desarticulação do chamado "comando Vizcaya", em 2004, e a operação que permitiu desmantelar o "aparelho de captação" de novos membros da ETA, em 2003.

Em março de 2002, poucos dias antes de ser promovido a inspetor, Puelles dirigiu e coordenou a ação que culminou com a desarticulação de um grupo criminoso, na qual sete de seus membros foram detidos.

Em 2005, o inspetor voltou a participar de um novo golpe contra o aparelho de captação e informação da ETA, quando 24 membros da organização foram detidos no País Basco e região vizinha, Navarra.

Em uma das operações mais recentes das quais tinha participado, Puelles contribuiu, em fevereiro de 2008, para a detenção de oito membros de um grupo que passava informações para a ETA com o objetivo de organizar futuros atentados.

Explosão

Eduardo Antonio Puelles García, de 49 anos, casado e pai de dois filhos, estava dentro de um carro quando uma bomba colocada no assoalho do veículo explodiu, quando estava próximo à cidade de Bilbao. A mulher do policial, que não se feriu, foi atendida nos serviços de emergência por problemas emocionais.

Não houve uma reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, mas esses tipos de explosão são normalmente realizados pela guerrilha separatista ETA, que já matou mais de 800 pessoas em décadas de luta pela independência do País Basco. Perguntado se o ETA era o responsável, um porta-voz da polícia afirmou: "certamente parece que sim."

Uma nuvem escura de fumaça e chamas cobriram o carro logo após o ataque, mostraram imagens de televisão. Pouco depois, policiais eram vistos examinando os destroços do veículo.

O último ataque do ETA com morte foi o assassinato de um empresário basco em dezembro. O grupo tem sido enfraquecido nos últimos meses por uma série de prisões de seus principais líderes.


(Com informações da Reuters e da EFE)

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