Bogotá, 3 ago (EFE).- Um oficial da Polícia e três militares completaram hoje 11 anos de cativeiro em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, em 3 de agosto de 1998, os sequestrou durante um ataque a uma base antidrogas no sul da Colômbia.

Cerca de 500 guerrilheiros das Farc ocuparam, nesse dia, a base antidrogas de Miraflores, no departamento de Guaviare, sul, onde 19 pessoas morreram e outras 126 foram sequestradas.

A maioria desses reféns foi libertada em meio a negociações de paz com o Governo do então presidente Andrés Pastrana, entre 1999 e 2002, mas quatro ainda permanecem em poder da guerrilha.

O tenente da Polícia William Donato Gómez e os sargentos do Exército Robinson Salcedo Guarín, Arbey Delgado Argote e Luis Alfredo Moreno fazem parte da lista de 24 "passíveis de troca" que os rebeldes pretendem trocar por guerrilheiros presos na Colômbia e nos Estados Unidos.

A senadora opositora Piedad Córdoba, mediadora para a entrega de reféns das Farc, assegurou na quarta-feira que "o mais seguro" é que esta mesma semana receba provas de vida de sequestrados pelas Farc.

As Farc expressaram sua disposição a libertar dois militares, um deles sequestrado há quase 12 anos, e a entregar o corpo de um capitão da Polícia que morreu em cativeiro.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, autorizou em 8 de julho a senadora opositora a participar das libertações, mas com a condição de que as Farc entregassem os 24 policiais e militares que têm em seu poder, assim como os corpos de três homens mortos em cativeiro.

EFE fer/db

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