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Policial diz que teve confirmação de que Jean Charles era o terrorista

Um dos policiais que atiraram em Jean Charles de Menezes em Londres em julho de 2005 disse nesta terça-feira que, durante a operação, ouviu a informação de que o brasileiro era definitivamente o nosso homem, em referência ao suposto terrorista Hussain Osman com o qual foi confundido. O policial - identificado apenas como C2 - disse ter ouvido a identificação de um dos integrantes da equipe de vigilância.

BBC Brasil |

C2 - que atirou em Jean Charles depois que seu colega identificado como C12 atirou - prestou depoimento pela primeira vez no inquérito que tenta apurar como e por que o brasileiro foi morto.

Ele disse ter ouvido a identificação depois que Jean Charles entrou no ônibus, no bairro de Tulse Hill, onde morava, em direção à estação de metrô de Stockwell.

"Eu ouvi pelo rádio da polícia que havia um policial no ônibus e eles diziam que (Jean Charles) era definitivamente o nosso homem", disse o policial.

"Eu ouvi pelo rádio que ele (Jean Charles) estava nervoso, agindo de maneira estranha e que estava em pé na escada se mexendo muito", disse também C2 quando questionado sobre o que mais ele havia ouvido pelo rádio quando seguia o ônibus em seu carro, com outros dois policiais armados.

Condolências
C2 descreveu a seqüência de eventos que levou à morte de Jean Charles e, antes de falar sobre o momento em que os tiros foram disparados, pausou para oferecer suas condolências à família do brasileiro.

"Isso é muito doloroso para mim. Eu respeito e entendo completamente como é difícil para eles. Eu gostaria de dizer que eu sou pai e que se isso tivesse acontecido com meu filho, eu estaria totalmente destruído", afirmou.

Durante o depoimento, foi revelado que C2, um policial especialista em armas de fogo por 17 anos, nunca havia atirado em um suspeito antes.

Ele disse ter ficado como sangue em sua arma, mãos, braços, rosto e roupas.

O policial afirmou que, inicialmente, se sentiu "aliviado" porque acreditava ter salvado a própria vida, de seus colegas e das pessoas que estava no metrô.

No dia seguinte, ele ficou sabendo que havia o homem no qual havia atirado era, na verdade, Jean Charles de Menezes.

"Isso é uma coisa muito difícil de explicar. Eu fiquei profundamente chocado, eu simplesmente não conseguia acreditar", afirmou.

"Como um especialista e instrutor em armas de fogo, eu sei que é uma decisão individual do policial de atirar e foi minha responsabilidade, e eu matei um homem inocente".

"Eu penso nisso todos os dias", concluiu.

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