Policial afegã de alto escalão é morta em atentado

Homens armados no Afeganistão mataram a policial mais proeminente do país na cidade de Kandahar. A tenente-coronel Malalai Kakar, chefe do departamento de crimes contra mulheres, foi baleada dentro de seu carro quando deixava sua casa a caminho do trabalho.

BBC Brasil |

Seu filho também foi atingido pelos disparos e relatos indicam que ele estaria gravemente ferido. Insurgentes do grupo Talebã, que proibía mulheres de fazerem parte da polícia quando estavam no poder, reivindicam a autoria do crime.

"Nós matamos Malalai Kakar", disse um porta-voz do grupo à agência de notícias AFP. "Ela era nosso alvo e o eliminamos com sucesso".

Kakar, que tinha pouco mais de 40 anos e deixa seis filhos, era uma das policiais mais competentes e conhecidas do país.

Ela ganhou notoriedade depois de um episódio em que matou três supostos criminosos em uma troca de tiros.

Ela entrou para a polícia de Kandahar em 1982, seguindo os passos de seu pai e irmãos.

Mas quando o regime Talebã chegou ao poder, na década de 90, ela foi proibida de atuar como policial.

De acordo com o correspondente da BBC em Cabul Martin Patience, Kakar era uma das poucas centenas de mulheres que integravam as forças policiais em uma profissão dominada por homens e considerada cada vez mais perigosa.

Em junho, uma outra policial havia sido morta na província de Herat e, segundo números do ministério do Interior afegão, mais de 700 policiais foram mortos nos primeiros seis meses deste ano, a maioria vítimas de ataques suicidas.

Kandahar é um campo de batalha estratégico para os insurgentes talebãs e tropas afegãs e aliadas lutam contra os rebeldes.

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