Caracas, 4 nov (EFE).- Pelo menos 21 policiais venezuelanos foram detidos e tiveram suas armas confiscadas para que se faça uma investigação sobre qual deles matou um jovem de 17 anos durante um protesto em uma escola no sudeste do país, informou hoje a autoridade regional.

O governador do estado de Bolívar, Francisco Rangel, disse à agência estatal de notícias "ABN" que os 21 agentes são da Polícia de Bolívar e da Guarda Nacional (GN, polícia militarizada) que ontem à noite atuaram contra um protesto estudantil na Cidade Bolívar, 450 quilômetros ao sudeste de Caracas.

"Os policiais foram detidos para facilitar as investigações e todo o armamento e munição que levavam no momento que atuaram contra a manifestação foi entregue à Promotoria, embora isso não signifique que todos estejam envolvidos", disse o governador.

O estudante Mervin Sequera participava da manifestação que reivindicava melhorias no refeitório da Escola Técnica Robinsoniana Antonio Díaz, quando foi vítima de uma "repressão brutal", como a qualificou ontem o ministro do Interior, Tarek El Aissami.

Aissami disse que ordenou "uma investigação exaustiva, profunda e objetiva para determinar as responsabilidades dos funcionários que atuaram nesta brutal repressão" e que designou o diretor nacional da Polícia científica, Marcos Chávez, para que vá a Bolívar e assuma o caso.

O governador denunciou que os jovens foram "instigados" por opositores ao Governo do presidente Hugo Chávez.

Segundo ele, existe "um plano de desestabilização por parte de setores oposicionistas, cujo fim é obter votos" nas eleições regionais e municipais do próximo dia 23.

"Sabemos que alguns grupos já estão preparando ações de rua para aproveitar politicamente esta morte, mas nós vamos agir de maneira responsável e já ordenamos à Polícia de Bolívar que detenha qualquer manifestação ou protesto, controlando qualquer arma ou equipamento que seja utilizado", afirmou. EFE ar/ab/plc

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