Policiais reprimem manifestação no Irã, diz site opositor

Durante protesto contra o governo, manifestantes pedem libertação de líderes opositores que têm paradeiro desconhecido

iG São Paulo |

A polícia do Irã usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar uma manifestação nesta terça-feira na capital do país, Teerã, segundo o site opositor Kaleme. Durante o protesto contra o governo, os manifestantes pediram a libertação de dois líderes opositores, Mir Hossein Mousavi e Mahdi Karroubi, que teriam sido presos e levados a um local desconhecido.

Segundo o site Kaleme, as bombas de gás foram lançadas pelas forças de segurança e também por "pessoas usando roupas de civis".

Nesta terça-feira, as autoridades iranianas negaram-se a confirmar o paradeiro dos dois líderes, que estavam sob prisão domiciliar desde 14 de fevereiro, quando convocaram uma manifestação em apoio às revoltas populares no mundo árabe .

De acordo com sites da oposição, na última quinta-feira os dois líderes e suas mulheres foram levados para uma prisão.

Na segunda-feira, o procurador-geral do Irã e porta-voz do Poder Judiciário, Gholam Hussein Mohseni Ejei, confirmou que a polícia tinha "isolado" Mousavi e Karroubi. No entanto, nesta terça-feira, durante sua conversa semanal com jornalistas, o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, negou-se a confirmar ou negar as prisões, dizendo se tratar de uma "questão doméstica" que está sendo explorada por governos estrangeiros a fim de prejudicar a imagem do Irã.

"As notícias relacionadas a algumas pessoas serão examinadas pelas autoridades judiciais, dentro dos marcos legais", disse Mehmanparast. "A questão não pode ser usada como pretexto pela América e por alguns outros países ocidentais para tentar desviar as atenções de todos para questões irreais."

Em nota divulgada pelo site Kaleme, as filhas de Mousavi disseram que só poderão negar a prisão de seus pais se puderem "visitá-los imediatamente, sem ameaçar e sem a presença das forças de segurança".

Alguns deputados pedem a pena de morte para Mousavi e Karoubi, acusando-os de praticar "sedição" ao comandarem os protestos que ocorreram no Irã depois das suspeitas de fraude na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2009.

Com BBC e Reuters

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