Policiais querem manter anonimato no inquérito do caso Jean Charles

O juiz encarregado do inquérito sobre a morte de Jean Charles de Menezes, morto por erro policial ao ser confundido com um terrorista em um metrô de Londres em 22 de julho de 2005, começou a examinar nesta sexta-feira se aceita o pedido dos policiais envolvidos para manter o anonimato durante os depoimentos.

AFP |

Em uma audiência preliminar do caso da morte do jovem eletricista, na qual estiveram presentes parentes e advogados, o juiz Michael Wright fez uma breve declaração à corte e depois pediu ao público e jornalistas que deixassem a sala para poder examinar "temas delicados".

Um desses temas considerados delicados é o pedido de 40 agentes da Scotland Yard, entre eles os que dispararam contra Jean Charles, de prestar depoimento na audiência pública sob rígidas condiçõs de anonimato, segundo transcedeu nos corredores dos tribunais e na imprensa.

Os familiares de Jean Charles, que voltaram a lamentar o fato de ainda não serem conhecidas as circunstâncias de sua morte, reiteraram sua vontade de que os responsáveis respondam à justiça, e que a investigação seja o mais extensa e transparente possível.

O juiz admitiu que a investigação poderá ser adiada devido ao fato de que ainda não foi decidido em que corte transcorrerá o inquérito.

"Insisto que não é certo que comece nessa data (22 de setembro) porque ainda não foi escolhido um tribunal", afirmou o juiz, precisando que o tribunal de Southwark, sul de Londres, onde foi realizada a audiência preliminar, não é apropriado para os procedimentos.

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