Policiais mexicanos são presos suspeitos de assassinato

Dez policiais municipais mexicanos foram presos, suspeitos de envolvimento no assassinato de 12 agentes federais, cujos corpos apareceram empilhados em uma estrada do Estado de Michoacán na última segunda-feira. A promotoria federal obteve ordens de prisão preventiva válidas por 40 dias com o objetivo de determinar ou desvendar a responsabilidade dos detidos no homicídio dos agentes federais.

BBC Brasil |

Além das prisões, mais de 5 mil soldados e policiais federais foram enviados para o Estado.

As autoridades reforçaram a segurança na região depois que traficantes locais lançaram ataques coordenados em 10 cidades na semana passada.

O governo do Estado protestou contra o que chamou de "ocupação militar".

As autoridades federais estão investigando as ligações entre a polícia municipal e os narcotraficantes no assassinato dos agentes federais.

Seus corpos foram encontrados em uma estrada do Estado com disparos de armas de fogo. Alguns apresentavam marcas de tortura.

Escalada
Em um comunicado, a promotoria afirmou que as detenções vão permiti-la investigar as evidências de que os policiais "cometeram atos criminosos" para ajudar os traficantes de Michoacán e vão ajudar a "determinar sua responsabilidade pelo assassinato dos agentes federais".

Dez prefeitos do Estado já foram presos neste ano, sob suspeita de colaborar com quadrilhas de narcotraficantes.

Soldados com armas automáticas e máscaras de esqui para proteger sua identidade ergueram barreiras nas estradas de Michoacán, o Estado natal do presidente Felipe Calderón, em uma demonstração de força.

Ao todo, foram presos 19 policiais em uma pequena cidade do Estado, mas apenas dez continuam detidos para que seja investigada sua ligação com os assassinatos.

O governo federal acredita que a polícia local e que autoridades locais estão na folha de pagamento dos traficantes há muito tempo.

A quadrilha de Michoacán, conhecida como "A Família", se apresentou como uma força há três anos, quando seus pistoleiros jogaram as cabeças decapitadas de cinco vítimas na pista de dança de uma discoteca do Estado.

Apesar das barreiras nas estradas, analistas afirmam que os agentes federais permanecem altamente vulneráveis em uma região onde quadrilhas armadas facilmente obtêm informações sobre seus movimentos.

Há vários anos Michoacán, Estado banhado pelo Oceano Pacífico, é um ponto chave para a entrada da cocaína proveniente da América do Sul e destinada para os Estados Unidos.

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