Ciudad Juárez (México), 17 fev (EFE).- Forças de segurança mexicanas espancaram hoje quatro jornalistas quando eles cobriam uma manifestação de jovens contra a presença do presidente do México, Felipe Calderón, em Ciudad Juárez (norte do país), onde se discute um plano para reduzir a violência na cidade.

Ao serem agredidos, os repórteres Daniel Domínguez e Óscar Amaya, da "Radio 860 Notícias", Miguel Lozano, da "Radio Net 1490", e Carlos Moreno, do periódico eletrônico "lapolaka.com", se comunicaram com seus colegas para alertá-los sobre a situação.

Os outros jornalistas se encontravam no interior do recinto onde se celebra a reunião "Todos somos Juárez: recuperemos a cidade" e foram alertados do fato para que intercedessem por seus companheiros perante os policiais e as autoridades responsáveis pelo esquema de segurança.

"Tiraram de nós os telefones, os equipamentos, as câmeras e nos fecharam em um espaço reduzido para não nos deixar sair, recebemos socos", contou Óscar Amaya.

A emissora "Milenio Televisión" disse que a agressão aos jornalistas suscitou a raiva dos manifestantes, o que causou um confronto com agentes federais.

As centenas de jovens manifestavam nesta quarta-feira fora do hotel onde se realiza a reunião à qual participa o presidente Calderón, vários de seus ministros, autoridades locais e representantes da sociedade civil.

Os jovens, alguns deles encapuzados e com cartazes exigindo a saída do Exército de Ciudad Juárez, foram contidos por dezenas de agentes federais que protegem o local da reunião.

Segundo autoridades estatais, 6 mil agentes federais e militares foram mobilizados para a operação de vigilância nas ruas de Ciudad Juárez com o motivo da segunda visita do presidente Calderón a esta cidade em menos de uma semana.

Ciudad Juárez fica na fronteira com os Estados Unidos e é a cidade mais violenta do México. EFE hs/sa

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