Policiais e manifestantes começam a chegar a Denver para convenção democrata

Denver (EUA.), 24 ago (EFE) - Os delegados da Convenção Nacional Democrata começaram a escolher seus lugares hoje no Pepsi Center de Denver (Estados Unidos), enquanto a cidade se prepara para receber, esta semana, cerca de 50 mil visitantes, entre eles 15 mil jornalistas.

EFE |

A convenção, que termina na quinta-feira com a proclamação oficial da candidatura de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos, mobilizou agências de segurança federais, estaduais e municipais.

O circo midiático começou esta manhã com uma manifestação contra a guerra nas escadarias do Capitólio, em um ato do qual participou Cindy Sheehan, a mãe de um soldado morto no Iraque, que ganhou fama mundial com os protestos contra o presidente americano, George W.

Bush.

Pouco antes do início do protesto, no qual havia 200 pessoas, os organizadores apareceram com bonecos que representavam Bush, o vice-presidente, Dick Cheney, e a secretária de Estado, Condoleezza Rice.

As autoridades de Denver designaram uma área para os atos, a poucas quadras do Pepsi Center, e aproveitaram para cercar a região, como um curral para impedir que os protestos interfiram no programa da convenção.

Por via das dúvidas, unidades especiais da Polícia receberam instrução quase militar e um galpão de armazéns foi habilitado para que sirva de prisão temporária, na qual há avisos que advertem os manifestantes do uso de cercas elétricas.

A chuva que cai desde sábado à noite não diminuiu o entusiasmo dos manifestantes, que seguiam se preparando para as demonstrações que farão durante o resto da semana.

O Serviço Meteorológico Nacional previu 20% de probabilidades de chuvas e tempestades até amanhã à noite na área de Denver.

O resto da semana poderia ser ensolarado, com temperaturas de cerca de 30 graus durante o dia.

No sábado, alguns grupos que se opõem à legalização do aborto se manifestaram perto Pepsi Center, mas sem incidentes.

No entanto, Ben Yager, um porta-voz do Unconventional Denver, disse aos jornalistas que o grupo para de tudo para atrapalhar a convenção.

"Esta convenção não é mais que uma desculpa para que a Polícia adquira e acumule equipamentos paramilitares que serão usados contra os cidadãos muito depois que tiver terminado a convenção", denunciou Yager, que se definiu como anarquista.

Por sua parte, Medea Benjamin, uma das fundadoras do grupo Codepink, que se opõe à Guerra do Iraque, criticou as grandes empresas, que, com suas contribuições, "apóiam estes shows que chamam de convenções".

Denver, esta semana, e St. Paul (Minnesota), na seguinte, receberão, cada uma, US$ 50 milhões do Governo federal para a mobilização de milhares de policiais e soldados que protegerão as convenções nacionais dos partidos Democrata e Republicano. EFE jab/db

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