Policiais do caso Jean Charles não serão processados, diz MP

O Ministério Público britânico (CPS, ou Crown Prosecution Service) anunciou nesta sexta-feira que nenhum policial envolvido no caso Jean Charles de Menezes será processado.

BBC Brasil |

A decisão se segue a uma revisão do veredicto "inconclusivo" deferido em dezembro pelo júri de um inquérito que apurou as circunstâncias da morte do brasileiro, dentro de um vagão do metrô de Londres, em julho de 2005. A revisão do veredicto foi feita a pedido da família de Jean Charles.

O advogado Stephen O'Doherty, responsável por revisar as provas, disse "não ter encontrado provas suficientes de que qualquer crime tenha sido cometido por oficiais individualmente na morte trágica de Jean Charles".

Ele disse ter levado em consideração se os policiais agiram em legítima defesa, e se mentiram para o inquérito sobre o que foi dito e feito imediatamente antes de atirarem no brasileiro.

"No entanto, apesar de ter havido inconsistências no que os policiais disseram também houve inconsistências no que os passageiros disseram", disse ele.

"Eu concluí que na confusão do que aconteceu naquele dia, os jurados não poderiam ter a certeza de que nenhum policial tenha dado um relato falso de propósito."

O inquérito concluído em dezembro foi o quinto sobre a morte de Jean Charles realizado na Grã-Bretanha.

O júri ouviu o depoimento de cem testemunhas durante seis semanas, de setembro a dezembro do ano passado.

Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia de Londres em um vagão do metrô ao ser confundido com um suspeito de participar do planejamento de atentados frustrados no dia anterior.

Em julgamentos anteriores, a polícia recebeu uma multa de 175 mil libras, mas nenhum envolvido foi considerado culpado.

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