Harare, 15 jul (EFE) - Quatorze membros do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), principal partido de oposição no Zimbábue, detidos por atos de violência durante as últimas eleições presidenciais, foram exonerados de qualquer acusação e liberados. Sim, nossos companheiros foram liberados e as acusações retiradas. Isso demonstra que o Governo havia forjado o caso que mantinha contra eles, confirmou hoje à Agência Efe o porta-voz oficial do MDC, Nelson Chamisa.

Segundo ele, os 14 foram exonerados nesta segunda-feira, pois a Promotoria não pôde apresentar a testemunha principal de acusação, um agente da Polícia que morreu no mesmo dia.

O partido de oposição alega que mais de mil partidários da legenda, entre ativistas e funcionários, ainda estão detidos à espera de julgamento também por "acusações forjadas" de violência política.

O MDC insiste na libertação de todos os prisioneiros como condição primordial para iniciar negociações formais com a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, que permitam tirar o país da crise política na qual se encontra.

Delegações dos dois partidos se reuniram na semana passada em Pretória (África do Sul) para buscar formas de diálogo que conduzam a negociações formais, mas o MDC diz que "nenhuma negociação desse tipo poderá acontecer enquanto a Zanu-PF continuar fazendo a guerra ao povo zimbabuano".

As conversas preliminares se suspenderam na sexta-feira sem que as partes chegassem a algum acordo. EFE sk/db

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