Polícia usa gás lacrimogêneo contra manifestações em Pittsburgh

Pittsburgh (EUA), 24 set (EFE).- A Polícia de Pittsburgh, onde hoje começa a terceira cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e as principais nações emergentes), atacou com bombas de gás lacrimogêneo um grupo de ativistas que protestava pela cidade.

EFE |

Segundo a imprensa local, cerca de 500 ativistas iniciaram uma manifestação antiglobalização no bairro de Lawrenceville, um dos maiores de Pittsburgh. Depois de algumas ruas percorridas, a Polícia deu ordens para que o grupo se dispersasse.

Alguns dos jovens que lideravam o protesto, que estacam com os rostos cobertor por máscaras, desacataram os agentes, que recorreram às bombas de gás lacrimogêneo.

Os manifestantes, alguns deles do campus universitário de Oakland, que fica próximo, se reagruparam em outros pontos da cidade. Com cartazes condenando o capitalismo, eles retomaram o protesto.

No entanto, a Polícia voltou a se colocar no caminho deles.

Fazendo uso de um megafone, os agentes, em espanhol e inglês, avisaram que a passeata era ilegal porque não havia sido autorizada.

Mais cedo, representantes da ONG Oxfam também fizeram seu protesto. Bem-humorados, eles organizaram uma partida de futebol americana fictícia, na qual os jogadores eram pessoas fantasiadas de chefes de Estado e de Governo do G20.

Os membros da ONG posaram para a imprensa às margens do rio Allegheny, em frente ao centro de convenções em que acontecerá a cúpula. Ao fundo, um enorme cartaz amarelo dizia: "Cem pessoas passam a viver na pobreza a cada minuto".

Mark Fried, o porta-voz da Oxfam, disse à Agência Efe que o objetivo do protesto era chamar a atenção do mundo para as necessidades dos países mais pobres e para importância de ações mais enérgicas contra a mudança climática.

Fried disse "esperar" que o G20 prove sua vontade de desembolsar os US$ 50 bilhões de ajuda que prometeu doar às nações pobres na cúpula que realizou em abril, em Londres.

Por causa da reunião de chefes de Estado e de Governo, Pittsburgh está praticamente tomada por policiais.

Além mil policiais, 3.000 agentes estaduais e federais, mais um batalhão de combate da Guarda Nacional recém-chegado do Iraque, foram mobilizados para fazer a segurança da cidade.

Ao redor do centro de convenções, as autoridades ergueram muros de concreto e instalaram cercas metálicas. Vários helicópteros militares também sobrevoam a região para evitar incidentes.

Os protestos em Pittsburgh começaram ontem à noite, quando membros do Greenpeace se penduraram em uma das 400 pontes que cortam a cidade para estender um cartaz de 25 metros de altura que alertava para os riscos da mudança climática e a importância de reduzir as emissões de CO2.

Também nesta quarta-feira, representantes de vários grupos se reuniram na sede da organização Resistance Project, que agrupa várias associações de anarquistas, para planejar os protestos de hoje. EFE pgp/sc

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