DIYARBAKIR, Turquia (Reuters) - A polícia turca entrou em conflito com milhares de manifestantes e prendeu 86, durante protestos no sudeste do país neste domingo, em meio às comemorações do décimo aniversário de captura do líder separatista Abdullah Ocalan. Pelo menos oito manifestantes e 17 policiais ficaram feridos nos protestos ilegais em cidades principalmente do sudeste da Turquia, de maioria curda, de acordo com hospitais locais.

Manifestantes em Diyarbakir, a maior cidade da região, jogaram pedras em veículos da polícia, que usou gás lacrimogêneo e água para dispersar a multidão de cerca de 2.500 pessoas que havia se reunido na sede do Partido da Sociedade Democrática (DTP, na sigla em inglês), o único grupo político curdo legalizado.

O prefeito de Diyarbakir, Osman Baydemir, e o parlamentar Aysel Tugluk, ambos membros do DTP, estiveram presentes na manifestação, mas a polícia os impediu de falar para a multidão.

Ocalan, que fundou o grupo armado Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK, na sigla em inglês), em 1978, foi detido em 15 de fevereiro de 1999, enquanto fugia da embaixada grega em Nairóbi depois de ser perseguido por um ano. Ele foi condenado à morte por traição no ano seguinte, mas sua sentença foi revertida em prisão perpétua em 2002.

Ocalan, de 61 anos, está na solitária em uma cadeia numa ilha fora de Istambul. Ele desistiu de conclamar uma terra curda independente e agora luta por uma confederação com alguma autonomia política para os curdos.

(Reportagem de Ayla Jean Yackley)

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