O diretor do serviço secreto colombiano, Felipe Muñoz, ordenou uma investigação interna sobre alegações de que a organização estaria grampeando os telefones de autoridades, políticos de oposição, juízes da Suprema Corte e jornalistas. As acusações foram levantadas pela revista de notícias colombiana Semana , que alega que o principal beneficiado pelas informações obtidas com os grampos ilegais seria o governo colombiano.

O diretor do serviço secreto - que assumiu há apenas um mês e responde diretamente ao presidente colombiano, Álvaro
Uribe - afirmou que grampos telefônicos não fazem parte das práticas
adotadas pelo governo e seriam trabalho de agentes duplos empregados
por grupos criminosos.

"Isto é (trabalho de) uma rede mafiosa que ameaça a segurança do Estado."
A polícia secreta da Colômbia tem passado por uma série de escândalos desde que o presidente Álvaro Uribe assumiu o poder, em 2002, e nomeou Jorge Noguera, um de seus gerentes de campanha, como diretor.

Noguera renunciou ao cargo três anos depois em meio a acusações de que ele teria ligações com esquadrões da morte montados por grupos paramilitares de direita. Noguera foi preso e aguarda julgamento.

Em outubro do ano passado, Maria Pilar Hurtado foi forçada a renunciar como diretora do serviço secreto depois que foi revelado que a organização estaria investigando opositores do presidente Uribe.

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