Polícia revê vídeos para investigar morte de empregado do Wal-Mart nos EUA

Washington, 29 nov (EFE) - A Polícia de Nova York está revendo as fitas de segurança da loja do Wal-Mart em Long Island para tentar identificar as pessoas que pisotearam um funcionário da rede, matando-o.

EFE |

O porta-voz da Polícia do Condado de Nassau, Michael Fleming, explicou hoje que não descarta apresentar acusações criminais pela morte de Jdimytai Damour, de 34 anos, apesar de ter ressaltado que poderia ser difícil identificar os responsáveis entre todos os consumidores que se encontravam na loja no momento.

A vítima, que vivia no bairro de Queens, em Nova York, morreu na sexta-feira ao ser pisoteado pelos clientes da loja do Wal-Mart que foram ao estabelecimento para aproveitar o primeiro dia de liquidações nos Estados Unidos.

Como em milhares de lojas do país, nesse estabelecimento ocorria a "Black Friday", realizada todos os anos no dia seguinte da quinta-feira de Ação de Graças.

É o primeiro dia de liquidações e milhares de americanos vão às compras e inclusive fazem fila na noite anterior para conseguir produtos baratos de lojas que, em muitos casos, abrem de madrugada para vender os itens com melhores preços.

Um desses estabelecimentos era a loja Wal-Mart em Long Island (Nova York), que abriu as portas às 5h.

A vítima foi pisoteada na abertura da loja por 200 clientes, assim como vários de seus companheiros que tentaram resgatá-lo.

Pelo menos outras quatro pessoas, entre elas uma mulher grávida de oito meses, foram levadas a hospitais para serem examinadas.

Damour morreu em um hospital próximo, uma hora após ter sido pisoteado.

A loja fechou as portas durante várias horas antes de reabri-las para os ávidos consumidores.

Fleming afirmou que os clientes estavam "fora de controle" e descreveu o cenário que encontrou como um "absoluto caos".

O porta-voz policial assegurou que a loja não tinha adotado as medidas de segurança suficientes.

Um dos colegas da vítima, Jimmy Overby, disse à imprensa que os clientes "tiraram as portas das dobradiças, derrubaram e pisotearam" a vítima, assim como o próprio, que disse que teve que sair debaixo das pessoas que pisavam em suas costas.

O Wal-Mart, a maior rede no varejo do mundo, qualificou o incidente como "uma trágica situação" e assegurou que tentou preparar as lojas para a quantidade de clientes prevista com um aumento do número de trabalhadores e do pessoal de segurança.

O empregado era contratado através de uma empresa de trabalho temporário para realizar tarefas de manutenção.

O vice-presidente do Wal-Mart, Hank Mullany, admitiu em comunicado que, apesar de todas as medidas preventivas tomadas pelo estabelecimento, ocorreu "este evento infeliz". EFE cae/db

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