Polícia reprimem manifestações contra padres pedófilos em Sydney

A Polícia australiana retirou de uma praça nesta sexta-feira ativistas que realizavam um protesto contra os escândalos sexuais na Igreja Católica em frente à catedral de Sydney, onde está hospedado o papa Bento XVI durante a celebração das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

AFP |

Sete membros do grupo Broken Rites, que concede apoio a vítimas de abusos do clero católico, afirmaram que foram obrigados pela Polícia a deixar um parque nas imediações da catedral de Santa Maria.

"É vergonhoso que a Igreja faça isto, retirar a gente. Estão impedindo que as pessoas sejam ouvidas", afirmou John Ellis, uma vítima de abuso sexual em Sydney.

Quando os policiais os retiraram, o Papa começava a rezar no início de uma Via Crucis que foi encenada pelas ruas do centro de Sydney, e que partiu da catedral.

Os manifestantes, que exibiam cartazes com os dizeres "Tirem as mãos de nossas crianças" e "Denuncie o abuso", afirmaram que os policiais obrigaram todos a se retirar, já que não tinham permissão para protestar.

Ellis disse que os peregrinos que estavam no local se mostraram compreensivos, e que inclusive alguns se aproximavam para cumprimentá-los.

"Só uma mulher protestou e nos perguntou 'por que estragam nossa diversão?'", acrescentou.

O Papa disse durante sua viagem à Austrália que pediria dessculpas pelos casos dos religiosos pedófilos, assim como o fez em abril nos Estados Unidos, mas essa possibilidade foi em seguida colocada em dúvida pelo porta-voz do Vaticano.

As Jornadas Mundiais da Juventude atraíram cerca de 215.000 peregrinos a Sydney.

ns-bro/dm

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