Polícia religiosa proíbe compra e venda de cães e gatos em Riad

Riad, 30 jul (EFE) - A Polícia religiosa saudita, ou Mutawa, proíbe, a partir de hoje, a compra e venda de cães e gatos na capital da Arábia Saudita, Riad, em cumprimento a um decreto que considera que a presença desses animais em casa contraria o Islã.

EFE |

O site da televisão saudita "Al Arabiya" informou que a Polícia religiosa começou a enviar cartas com essa decisão aos locais onde são vendidos cachorros e gatos em Riad, mas se desconhece se haverá algum castigo ou multa contra que não cumprir a medida.

Um responsável da "Mutawa" na capital explicou que a medida responde a uma ordem do emir de Riad interino, príncipe Sattam bin Abdelaziz, que "proíbe a venda e a compra de cachorros e gatos, assim como a presença desses animais nos espaços públicos em companhia de seus donos".

A ordem do príncipe se baseia em uma "fatwa" (decreto religioso) neste sentido do Departamento dos Grandes Ulemás (sábios), a máxima instituição religiosa do conservador reino wahhabista, disse a fonte.

Ela explicou que a "fatwa" foi emitida antes, mas não especificou a data, e ressaltou que a medida ainda não foi aplicada, sem também não dizer o porquê.

A aplicação da ordem agora, afirmou o responsável da Polícia religiosa, se deve a que "um crescente número de jovens começou a acompanhar os animais para paquerar as jovens e incomodar as mulheres nos locais públicos, especialmente nos shoppings".

A "Mutawa", cujo nome oficial é Comissão para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício, é encarregada de vigiar o cumprimento dos habitantes da Arábia Saudita com as normas islâmicas nos espaços públicos (shoppings, cafeterias, parques, etc).

No mundo árabe em geral, o gato é um animal puro, mas, para a maioria dos muçulmanos, os cães são considerados impuros, por isso muitas famílias não permitem que entrem em casa. EFE ma/db

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