Autoridades francesas não sabem se atirador suspeito segue vivo

Último contato com Mohammed Merah foi feito na noite de quarta-feira. Segundo ministro, disparos foram ouvidos em certo momento

AFP |

O ministro do Interior francês, Claude Guéant, disse nesta quinta-feira que durante a noite não foi possível estabelecer contato com o suposto assassino de sete pessoas em Toulouse e na região nos últimos dias, pelo que não pode afirmar que siga vivo. "São contempladas todas as hipóteses. Temos uma prioridade, que é entregá-lo à Justiça, e para isso é preciso detê-lo vivo. Esperamos que siga vivo", declarou Guéant à emissora de rádio "RTL".

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O ministro contou que Mohammed Merah, o suposto assassino, prometera entregar-se às 22h45 de ontem, mas, quando se estabeleceu contato com ele a essa hora, mudou de discurso e "declarou que queria morrer com as armas nas mãos". "Desde então, e apesar dos esforços para restabelecer o contato por rádio e a viva voz, não houve nenhum contato, nenhuma manifestação por sua parte", assinalou.

"Houve um momento em que foram ouvidos disparos, mas não sabemos a que correspondem", indicou Guéant. O suposto assassino, de 23 anos, está cercado desde as 3h de quarta-feira (horário local) por um forte dispositivo policial, em seu domicílio, um apartamento no primeiro andar de um edifício no bairro Côte Pavée, em Toulouse.

Pressão da polícia

Durante a noite passada, os agentes do RAID, o corpo de elite da Polícia francesa, produziu diversas detonações para pressionar o suspeito. Três violentas explosões foram ouvidas na noite desta quarta-feira perto do prédio de Toulouse onde a polícia está cercando, há mais de 20 horas, o suspeito do massacre em uma escola judaica da cidade, constatou a AFP.

As detonações seriam, segundo um especialista, uma estratégia usada pela polícia, com a ajuda de explosivos incapacitantes e ensurdecedores. Dois oficiais ligados à operação revelaram que "agora estamos aumentando a pressão para que se entregue".

Imediatamente antes das explosões, um holofote iluminou a fachada do prédio, mas não ocorreram tiros após as detonações.

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Mohamed Merah está cercado pela polícia e as autoridades tratam de capturá-lo vivo, segundo o ministro francês do interior, Claude Guéant.

Merah assumiu, em nome da Al-Qaeda, os três ataques que deixaram sete mortos entre os dias 11 e 19 de março, incluindo um rabino e três crianças na escola hebraica em Toulouse.

Segundo o ministro Guéant, o atirador se recusou a praticar um atentado suicida para a Al-Qaeda, mas aceitou "uma missão geral" para atentados na França.

"Ele explicou a forma como recebeu instruções da Al-Qaeda durante sua viagem ao Paquistão, chegando a ter uma proposta para provocar um atentado suicida. Ele recusou, mas aceitou uma missão geral para cometer um atentado na França", declarou o ministro.

Guéant confirmou que Merah "não apresenta uma tendência ao suicídio" e "que, pelo contrário, fez durante o dia reflexões que levam a crer que quer viver, já que tomou a precaução de que, caso saia, e embora tenha matado crianças, sua vida seja garantida".

"Nunca manifestou arrependimento, parece ser particularmente duro", declarou Gueant.

Segundo uma fonte ligada ao caso, no início das negociações, o suspeito aceitou jogar sua pistola Colt .45 pela janela em troca "de um aparelho que permitisse a ele se comunicar com o exterior".

*Com informações das agências EFE e AFP

Assista a vídeo com imagens suposto autor dos ataques na França:

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