Os quatro homens presos na quarta-feira quando tentavam um atentado terrorista contra duas sinagogas em Nova York tinham antecedentes criminais, mas sem conexões internacionais. Queriam fazer uma Jihad, a guerra santa, indicaram nesta quinta-feira as autoridades.

A prisão do grupo coincidiu com um importante discurso do presidente Barack Obama sobre a luta antiterrorista, no qual falou sobre o futuro da prisão de Guantánamo.

"São homens extremamente violentos", disse o procurador Eric Snyder sobre os indivíduos, que foram presos e depois apresentados a uma Corte de White Plains (Estado de Nova York). "São homens que queriam matar judeus", acrescentou.

Os três suspeitos americanos apresentados à justiça - James Cromitie, David Williams e Onta Williams - foram detidos na quarta-feira à noite quando supostamente preparavam atentados contra duas sinagogas.

Um quarto suspeito, Laguerre Payen, haitiano, ficou ferido, com cortes provocados por cacos de vidro ao ser detido durante a mesma operação policial e, segundo seu advogado, comparecerá mais tarde, depois de ser atendido em hospital.

A juíza Lisa Smith ordenou que fossem mantidos presos e fixou uma nova audiência para 5 de junho. Os quatro poderão ser submetidos a uma pena que poderá ir de 25 anos de detenção à prisão perpétua caso sejam declarados culpados.

"Queriam matar pessoas, queriam causar danos significativos", declarou Kelly em uma entrevista coletiva perto da sinagoga e do centro judaico de Reverdale, no bairro do Bronx, que os quatro indivíduos queriam destruir com bombas.

Segundo o chefe de polícia, eles eram "criminosos importantes" e "todos tinham antecedentes penais", especialmente o homem apontado como líder do grupo, James Cromitie, um americano de 53 anos que já havia sido preso 27 vezes.

"Eles declararam que queriam fazer a Jihad (guerra santa). Fizeram declarações antissemitas". Disseram que "estava tudo bem se matassem judeus" nos atentados, assegurou o comissário da Polícia de Nova York.

O representante Peter King (Nova York) indicou que os quatro indivíduos, que segundo as autoridades usavam codinomes em árabe, haviam se convertido ao Islã na prisão.

Segundo Kelly, agiram sozinhos, sem cúmplices no exterior nem conexões reais com o terrorismo internacional. "Não havia outros indivíduos envolvidos" no complô, disse.

Todos foram acusados de conspiração para detonar uma bomba próximo à sinagoga de Riverdale e ao centro judaico vizinho, que também possui um templo.

Foram acusados também de planejar atacar com mísseis terra-ar Stinger aviões militares em uma base aérea do aeroporto Stewart de Newburgh, cidade onde moravam ao norte de Nova York.

Os suspeitos caíram em uma armadilha feita desde o ano passado pelas autoridades por meio de um informante do FBI, indicou a Procuradoria do distrito sul de Nova York em um comunicado.

Kelly relatou a emboscada durante a qual os quatro indivíduos foram detidos quando estavam munidos do que acreditavam ser explosivos-- fornecidos pelo informante que havia se infiltrado no grupo há um ano.

Depois de colocar as falsas bombas em veículos nas imediações dos alvos judaicos, os quatro suspeitos retornaram para uma caminhonete e lá foram abordados e detidos pelas forças de segurança que os vigiavam.

ltl-fp/dm/sd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.