Polícia prende suspeito de vandalizar monumentos em Roma

Um homem de 52 anos admitiu ter degradado estátuas na Fontana del Moro e na Fontana di Trevi, na capital italiana

iG São Paulo |

A polícia italiana prendeu na noite de domingo um homem de 52 anos suspeito de degradar monumentos representativos de Roma, como a Fontana del Moro e a Fontana di Trevi. Ele foi detido no centro histórico da capital, após ser reconhecido pelas autoridades.

AFP
Restauração da Fontana del Moro tem previsão de ficar completa em 15 dias

Câmeras de segurança captaram os ataques às fontes, que aconteceram no último final de semana. Nas imagens, o homem aparece quebrando a cerca da Fontana del Moro e batendo com um paralelepípedo repetidamente em uma das estátuas do monumento, que representa um tritão, monstro mitológico marinho. Depois, ele surge na Fontana di Trevi, arremessando uma pedra contra a fonte, porém não conseguindo danificá-la.

Sem documentos que comprovassem sua identidade, ele contou ser cidadão romano e assumiu ter praticado os ataques. O acusado, que alternava estados de lucidez e confusão, justificou seus atos ao dizer que "queria chamar atenção pelos problemas pessoais" que teria tido por causa de "assuntos com as autoridades judiciárias".

Dino Gasperini, assessor de políticas culturais da Prefeitura de Roma, declarou estar muito feliz com a prisão do suspeito e afirmou que os prejuízos são estimados em "vários milhões de euros" e o prazo de restauração é de "aproximadamente 15 dias". Gasperini acrescentou que a Prefeitura se apresentará como parte civil do processo contra o vândalo, que terá que pagar por todos os prejuízos.

O ataque à Fontana del Moro e à Fontana de Trevi se soma a um incidente no Coliseu, em cujas imediações um turista americano foi preso no domingo passado portando material do monumento. Os ataques fizeram as autoridades municipais redobrarem a segurança em praças e monumentos da cidade: o Coliseu será vigiado por mais 60 câmeras, que se somarão às 20 já existentes, e por toda a capital serão distribuídas outras 1.200.

* Com ANSA e EFE

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