Criminoso ameaçou acionar dois explosivos que carregava quando foi abatido

Após mais de seis horas, teve fim o sequestro de 18 reféns em uma agência bancária de Lima, em ação que terminou com a morte do sequestrador. Durante todo o tempo a polícia peruana manteve negociações com o criminoso, que aparentemente tomou a agência após ver frustrada a sua tentativa de assalto.

Após as tentativas falharem, as forças de segurança decidiram iniciar a operação, que acabou com a morte do sequestrador. Três reféns sofreram ferimentos, embora se desconheça se foram causados antes ou durante a operação policial.

O chefe do Esquadrão de Emergência da Polícia, coronel Carlos Remy, declarou à emissora Panamericana que a operação foi um "êxito" e explicou que o comitê de crise decidiu iniciar as ações de resgate assim que o sequestrador começou a se portar de maneira incerta e a não responder aos negociadores.

Segundo a polícia, a operação teve início com a entrada silenciosa de agentes por uma entrada lateral da agência bancária. No entanto, o delinquente percebeu a presença dos policiais e ameaçou acionar os dois dispositivos explosivos que carregava, e por isso foi abatido.

Nesse momento, um grande grupo de policiais entrou pela entrada principal e continuou a operação, libertando os reféns e desativando os dois explosivos. O sequestro da agência bancária pertencente ao BBVA Banco Continental e situada em uma das maiores zonas comerciais de Lima começou às 13h45 (16h45 de Brasília).

Durante horas, as imagens de televisão mostraram a porta do local, na qual o delinquente, com identidade até o momento desconhecida, posicionara vários reféns como escudos humanos. O sequestrador havia pedido durante as negociações uma motocicleta, um helicóptero e dois milhões de sóis (cerca de US$ 700 mil ou aproximadamente R$ 1,2 milhão).

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