Polícia paquistanesa garante ter detido 3 espiões indianos

ISLAMABAD - A Polícia do Paquistão afirmou hoje ter prendido três espiões do serviço secreto indiano que investigavam o grupo terrorista Lashkar-e-Toiba (LeT), acusado pela Índia do atentado terrorista de Mumbai, e que supostamente planejavam cometer atentados em território paquistanês.

EFE |

Em entrevista coletiva, o porta-voz da cidade de Lahore, no leste do país, explicou que os detidos são três paquistaneses que supostamente pertencem ao departamento de espionagem no exterior.

"Eles queriam promover a violência sectária, estavam preparando atentados contra edifícios importantes e personalidades religiosas", afirmou Rathor em declarações publicadas pela rede privada "Dawn".

O porta-voz policial disse ainda que os detidos vinham recolhendo informações sobre o Lashkar-e-Toiba e a organização islamita Jamaar-ud-Dawa (JuD), entidade beneficente que lhe serviria como fachada.

"Eles também estiveram envolvidos em um atentado com bomba no ano de 2006 em Lahore, no qual 16 pessoas ficaram feridas", acusou.


Soldado indiano observa destruição após ataques de novembro de 2008 / Arquivo

Fontes militares, de inteligência paquistanesa e autoridades políticas consultadas pela Agência Efe afirmam que "elementos indianos" operam em territórios como as áreas tribais na fronteira com o Afeganistão, o vale de Swat, no norte, e a província do Baluchistão, no sudoeste.

Além disso, as autoridades indianas acusam os serviços secretos paquistaneses de infiltrar agentes em seu território para desestabilizar o país e até organizar atentados como o que atingiu a embaixada indiana em Cabul no ano de 2008.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, chegou a assegurar que o massacre de Mumbai teria tido o apoio de alguma "agência oficial" paquistanesa, em clara referência ao serviço secreto.

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